AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2020
Sobre as recomendações de tratamento da Infecção Latente pelo Mycobacterium tuberculosis (ILTB) no Brasil, assinale a alternativa correta:
Rifampicina é contraindicada em pacientes HIV+ usando inibidores de protease e dolutegravir devido a interações medicamentosas.
A rifampicina, um fármaco comum no tratamento da ILTB, possui importantes interações medicamentosas com antirretrovirais, como inibidores de protease e dolutegravir, sendo contraindicada nesses casos devido ao risco de falha terapêutica ou toxicidade.
A Infecção Latente pelo Mycobacterium tuberculosis (ILTB) representa um reservatório significativo para o desenvolvimento de tuberculose ativa, sendo crucial sua identificação e tratamento para o controle da doença. No Brasil, as recomendações de tratamento da ILTB são dinâmicas e visam prevenir a reativação, especialmente em grupos de alto risco como pacientes vivendo com HIV, imunossuprimidos e contatos de casos de tuberculose. Os esquemas de tratamento da ILTB incluem principalmente a isoniazida por 6 ou 9 meses e a rifampicina por 4 meses. A escolha do esquema é individualizada, considerando a idade do paciente, comorbidades, risco de hepatotoxicidade e interações medicamentosas. A rifampicina é geralmente bem tolerada e tem a vantagem de menor duração, sendo preferida em algumas situações, como em crianças menores de 10 anos e contatos de casos de tuberculose monorresistente à isoniazida. No entanto, a rifampicina é um potente indutor enzimático e possui interações medicamentosas importantes, especialmente com antirretrovirais. Em pacientes vivendo com HIV, a rifampicina é contraindicada se estiverem em uso de inibidores de protease ou dolutegravir, devido ao risco de redução dos níveis plasmáticos desses antirretrovirais, levando à falha terapêutica do HIV. Nesses casos, outros esquemas, como a isoniazida, devem ser considerados ou ajustes na terapia antirretroviral devem ser feitos em conjunto com especialistas. O retratamento da ILTB não é rotineiramente recomendado para quem já completou um curso adequado.
A rifampicina é um potente indutor enzimático do citocromo P450, o que pode reduzir significativamente os níveis plasmáticos dos inibidores de protease e do dolutegravir, comprometendo a eficácia do tratamento antirretroviral.
Os esquemas incluem isoniazida por 6 ou 9 meses, ou rifampicina por 4 meses. A escolha depende de fatores como idade, comorbidades, interações medicamentosas e perfil de resistência do contato.
O esquema com rifampicina por 4 meses é preferencial em contatos de pacientes com monorresistência à isoniazida, em indivíduos com intolerância à isoniazida, e em crianças menores de 10 anos, devido à menor duração e boa tolerabilidade.
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