HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2025
Criança de 4 anos de idade, filha de pai com diagnóstico de tuberculose pulmonar em tratamento com boa adesão, foi adequadamente vacinada com BCG ao nascer e está assintomática e com exame físico normal. Apresenta prova tuberculínica de 7 cm. A conduta preferencial para esse caso é:
Criança >2a, contato de TB com PPD ≥5mm → Tratar Infecção Latente (ILTB) com esquema 3HP (Isoniazida + Rifapentina).
Em crianças contatos de tuberculose pulmonar, um PPD ≥ 5mm indica infecção latente (ILTB). O tratamento com o esquema 3HP (isoniazida + rifapentina por 3 meses) é preferencial para prevenir a progressão para doença ativa, sendo mais curto e com melhor adesão.
A Infecção Latente por Tuberculose (ILTB) ocorre quando um indivíduo é infectado pelo Mycobacterium tuberculosis, mas não apresenta sinais de doença ativa. Em crianças, especialmente as menores de 5 anos e contatos de casos bacilíferos, o risco de progressão para doença grave é significativamente maior, tornando o diagnóstico e tratamento da ILTB uma prioridade de saúde pública. O diagnóstico em crianças se baseia na história de exposição e em testes imunológicos, como a Prova Tuberculínica (PPD/teste de Mantoux). A interpretação do PPD depende do risco do paciente: para contatos de TB, uma enduração ≥ 5 mm é considerada positiva. O IGRA (Interferon-Gamma Release Assay) é uma alternativa, mas o PPD ainda é amplamente utilizado no Brasil, principalmente em crianças pequenas. O tratamento da ILTB visa eliminar os bacilos latentes e prevenir a doença ativa. O esquema preferencial atual para crianças maiores de 2 anos é o 3HP, que consiste em isoniazida e rifapentina administradas uma vez por semana durante 3 meses. Este regime mais curto demonstrou eficácia similar e maior taxa de adesão em comparação com o tratamento clássico de 6 meses com isoniazida diária.
Em crianças contatos próximos de pacientes com tuberculose pulmonar bacilífera, a prova tuberculínica (PPD) é considerada positiva se a enduração for ≥ 5 mm. Este critério é mais rigoroso devido ao alto risco de progressão para doença ativa nesse grupo.
O esquema 3HP (isoniazida e rifapentina semanais por 3 meses) é preferível por ser mais curto, o que aumenta significativamente a adesão ao tratamento em comparação com o regime de 6 meses de isoniazida. Sua eficácia é comprovadamente não inferior.
A principal complicação é a progressão para tuberculose ativa, que em crianças menores de 5 anos tem maior risco de evoluir para formas graves e disseminadas, como a meningite tuberculosa e a tuberculose miliar, ambas com alta morbimortalidade.
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