Tratamento ILTB: Diretrizes e Critérios de Abandono

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2024

Enunciado

Em 2021, o Ministério da Saúde atualizou as recomendações do tratamento da Infecção Latente pelo Mycobacterium tuberculosis (ILTB). Sobre o tratamento para ILTB, assinale a alternativa INCORRETA.

Alternativas

  1. A) Atualmente, estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) três esquemas de tratamentos para a ILTB, que são: Isoniazida, Rifampicina e a Rifapentina associada à Isoniazida.
  2. B) Todos os medicamentos devem ser tomados de uma única vez, a rifampicina e isoniazida preferencialmente em jejum, e a rifapentina junto com alimentos.
  3. C) É critério de abandono do tratamento com Isoniazida: 2 meses sem uso da medicação, consecutivos ou não.
  4. D) Em alcoolistas, é indicada a utilização de piridoxina na dose de 50 a 100mg/ dia em esquemas que contenham a isoniazida, com o objetivo de reduzir eventos adversos neurológicos.
  5. E) O tratamento com Rifapentina associada à Isoniazida.deve ser de 12 doses por 12 semanas. Dependendo do caso, esse prazo pode ser prorrogado para 15 semanas.

Pérola Clínica

Abandono ILTB (Isoniazida) = 30 dias sem medicação (consecutivos ou não).

Resumo-Chave

O critério de abandono para o tratamento da Infecção Latente por Mycobacterium tuberculosis (ILTB) com Isoniazida é de 30 dias (1 mês) sem uso da medicação, consecutivos ou não, e não 2 meses. É crucial conhecer as diretrizes atualizadas do Ministério da Saúde para o manejo correto da ILTB.

Contexto Educacional

A Infecção Latente por Mycobacterium tuberculosis (ILTB) representa um reservatório significativo para o desenvolvimento da tuberculose ativa, sendo um alvo crucial para estratégias de controle da doença. O Ministério da Saúde do Brasil atualiza periodicamente suas recomendações para o tratamento da ILTB, visando otimizar a eficácia, reduzir a duração do tratamento e melhorar a adesão. Residentes devem estar cientes dessas diretrizes para um manejo adequado. Os esquemas de tratamento para ILTB disponíveis no SUS incluem a Isoniazida (por 6 ou 9 meses), a Rifampicina (por 4 meses) e a combinação de Rifapentina e Isoniazida (por 3 meses, semanal). Cada esquema possui particularidades quanto à posologia, interações medicamentosas e perfil de efeitos adversos. A adesão ao tratamento é um pilar fundamental para o sucesso terapêutico, e o conhecimento dos critérios de abandono é essencial para a vigilância e reabordagem dos pacientes. A prevenção de eventos adversos, como a neuropatia periférica associada à isoniazida, através da suplementação de piridoxina em grupos de risco, e a correta orientação sobre a administração dos medicamentos (em jejum para isoniazida/rifampicina, com alimentos para rifapentina) são aspectos práticos importantes. O manejo da ILTB é uma ferramenta poderosa na luta contra a tuberculose, e a capacitação dos profissionais de saúde é vital para sua implementação eficaz.

Perguntas Frequentes

Quais são os esquemas de tratamento para ILTB disponíveis no SUS?

O SUS oferece três esquemas para ILTB: Isoniazida diária por 6 ou 9 meses, Rifampicina diária por 4 meses, e a combinação de Rifapentina e Isoniazida semanalmente por 3 meses (12 doses).

Por que a piridoxina é indicada para alcoolistas em tratamento com isoniazida?

A piridoxina (vitamina B6) é indicada para alcoolistas e outros grupos de risco (desnutridos, diabéticos, gestantes) em tratamento com isoniazida para prevenir a neuropatia periférica, um efeito adverso comum da isoniazida.

Como a rifapentina deve ser administrada no tratamento da ILTB?

A rifapentina, quando utilizada no esquema de 12 doses semanais com isoniazida, deve ser tomada junto com alimentos para otimizar sua absorção e minimizar efeitos gastrointestinais.

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