HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2023
A Endometriose é uma doença ginecológica caracterizada pelo desenvolvimento e crescimento de estroma e glândulas endometriais fora da cavidade uterina, resultando em uma reação inflamatória crônica. Com relação à endometriose, é CORRETO afirmar:
Progestagênios contínuos → bloqueio ovulatório + atrofia lesões endometrióticas, aliviando sintomas.
O tratamento com progestagênios contínuos é uma pedra angular no manejo da endometriose, pois induz um estado de pseudogravidez ou pseudomenopausa, suprimindo o crescimento do tecido endometrial ectópico e aliviando a dor. A videolaparoscopia é o padrão-ouro para diagnóstico e tratamento.
A endometriose é uma doença ginecológica crônica, estrogênio-dependente, caracterizada pela presença de tecido endometrial funcional fora da cavidade uterina, afetando cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva. Sua etiologia é multifatorial, com a teoria da menstruação retrógrada sendo a mais aceita, mas fatores genéticos, imunológicos e ambientais também contribuem. É uma condição de grande impacto na qualidade de vida das pacientes, causando dor pélvica crônica, dismenorreia, dispareunia e infertilidade. O diagnóstico da endometriose é complexo e frequentemente tardio. A suspeita clínica é baseada nos sintomas, e exames de imagem como ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e ressonância magnética podem auxiliar na identificação de lesões. No entanto, o diagnóstico definitivo é histopatológico, obtido por biópsia durante a videolaparoscopia, que é o padrão-ouro tanto para diagnóstico quanto para tratamento cirúrgico. A avaliação da paciente deve ser individualizada, considerando a intensidade dos sintomas, o desejo de gestação e a localização das lesões. O tratamento da endometriose pode ser clínico ou cirúrgico. O tratamento medicamentoso visa o alívio da dor e a supressão do crescimento das lesões, sendo os progestagênios contínuos uma opção eficaz, pois induzem um estado de hipoestrogenismo e atrofia endometrial. Outras opções incluem contraceptivos orais combinados e análogos do GnRH. Para pacientes com infertilidade, o tratamento hormonal para supressão ovariana não melhora a fertilidade, sendo a cirurgia ou técnicas de reprodução assistida mais indicadas. A escolha do tratamento depende da gravidade dos sintomas, localização das lesões e planos reprodutivos da paciente.
Os principais sintomas incluem dor pélvica crônica, dismenorreia intensa, dispareunia, dor à evacuação e micção (especialmente cíclica), e infertilidade. A intensidade dos sintomas nem sempre se correlaciona com a extensão da doença.
A videolaparoscopia é considerada o padrão-ouro para o diagnóstico definitivo da endometriose, permitindo a visualização direta das lesões e a coleta de biópsias para confirmação histopatológica. Também é utilizada para o tratamento cirúrgico das lesões.
Os progestagênios agem induzindo a atrofia do tecido endometrial ectópico, suprimindo a ovulação e inibindo o crescimento das lesões. Isso leva à redução da dor e melhora da qualidade de vida das pacientes.
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