AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2020
Sobre o tratamento do hipotireoidismo, assinale a alternativa correta.
Hipotireoidismo + doença coronariana → iniciar levotiroxina em doses baixas, aumentar gradualmente.
Em pacientes com doença coronariana, a reposição abrupta ou em doses elevadas de levotiroxina pode precipitar ou agravar eventos isquêmicos, pois aumenta a demanda metabólica e cardíaca. Por isso, a titulação lenta da dose é fundamental para a segurança cardiovascular.
O tratamento do hipotireoidismo baseia-se na reposição hormonal com levotiroxina, um hormônio tireoidiano sintético. A dosagem deve ser individualizada, considerando a idade do paciente, a gravidade do hipotireoidismo e a presença de comorbidades. A levotiroxina deve ser tomada em jejum, preferencialmente 30-60 minutos antes do café da manhã, para otimizar sua absorção, que pode ser afetada por alimentos e outros medicamentos. Em pacientes idosos ou com doença coronariana estabelecida, a abordagem terapêutica exige cautela. O início da levotiroxina em doses baixas, com aumentos graduais e monitoramento cuidadoso dos sintomas cardíacos e dos níveis hormonais, é fundamental para evitar a precipitação de angina, arritmias ou infarto do miocárdio. O objetivo é restaurar o estado eutireoidiano lentamente, minimizando o estresse cardiovascular. O diagnóstico de hipotireoidismo central, diferente do primário, é caracterizado por níveis baixos de T4 livre e TSH normal ou baixo, refletindo uma falha na produção de TSH pela hipófise ou TRH pelo hipotálamo. A monitorização do tratamento é feita principalmente pelo TSH no hipotireoidismo primário, mas no central, o T4 livre é o principal parâmetro.
Pacientes com doença coronariana têm maior risco de eventos isquêmicos. A levotiroxina aumenta o metabolismo e a demanda de oxigênio do miocárdio, e doses elevadas podem precipitar angina ou infarto, sendo necessária uma titulação lenta e gradual.
A biodisponibilidade da levotiroxina é afetada pela ingestão concomitante de alimentos, café, suplementos de cálcio e ferro, e certos medicamentos como inibidores da bomba de prótons e antiácidos, por isso deve ser tomada em jejum.
O hipotireoidismo central é diagnosticado por níveis baixos de T4 livre e TSH normal ou baixo, indicando uma disfunção hipofisária ou hipotalâmica, ao contrário do hipotireoidismo primário onde o TSH é elevado.
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