CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2022
Sobre o tratamento do hipertireoidismo, é CORRETO afirmar:
Iodo radioativo (I131) é tratamento eficaz e pode ser terapia inicial para hipertireoidismo, administrado via oral.
O iodo radioativo (I131) é uma opção de tratamento eficaz e de fácil administração oral para o hipertireoidismo, sendo considerado uma terapia inicial em muitos pacientes. Ele age destruindo as células tireoidianas hiperativas, levando à remissão da doença, mas com risco de hipotireoidismo posterior.
O hipertireoidismo é uma condição clínica resultante do excesso de hormônios tireoidianos, que acelera o metabolismo do corpo e pode levar a uma série de sintomas como taquicardia, perda de peso, intolerância ao calor e tremores. O tratamento visa normalizar os níveis hormonais e pode envolver medicamentos antitireoidianos, iodo radioativo ou cirurgia. As opções de tratamento incluem tionamidas (metimazol e propiltioracil), iodo radioativo (I131) e tireoidectomia. O metimazol é geralmente a droga de escolha devido à sua eficácia e menor frequência de dose, mas o propiltioracil é preferido no primeiro trimestre da gravidez devido ao menor risco de teratogenicidade. Ambos inibem a síntese hormonal, não a liberação de hormônios pré-formados. O iodo radioativo (I131) é uma terapia eficaz e de fácil administração oral, que destrói seletivamente as células tireoidianas hiperativas. É uma opção de tratamento inicial para muitos pacientes, especialmente adultos, mas é contraindicado na gravidez e amamentação. A agranulocitose é uma complicação rara, mas grave, das tionamidas, exigindo a suspensão imediata da medicação e não a troca por outra tionamida.
O metimazol age inibindo a peroxidase tireoidiana, enzima essencial para a organificação do iodo e o acoplamento das iodotirosinas, bloqueando assim a síntese de novos hormônios tireoidianos. Ele não inibe a liberação de hormônios já estocados.
Os efeitos adversos mais comuns incluem erupções cutâneas, artralgia e febre. O efeito adverso mais grave, embora raro, é a agranulocitose, que requer a suspensão imediata da medicação e monitoramento hematológico.
O iodo radioativo é contraindicado na gravidez porque atravessa a placenta e pode causar destruição da tireoide fetal, levando a hipotireoidismo congênito permanente. Também é contraindicado durante a amamentação.
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