HAS Pediátrica: Tratamento e Bloqueadores de Canais de Cálcio

CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2023

Enunciado

Sobre o tratamento da Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) em crianças e adolescentes, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Em portadores de disfunção sistólica, recomenda-se limitar o uso de bloqueadores de canais de cálcio.
  2. B) Em crianças, recomenda-se primeiramente o uso de alfa-bloqueadores e vasodilatadores.
  3. C) O alvo da terapia deve ser a PA abaixo do percentil 95 ou menor do que 140x90mmHg.
  4. D) Para adolescentes do sexo feminino, indica-se, preferencialmente, o uso de IECA e bloqueadores do receptor de angiotensina.

Pérola Clínica

HAS pediátrica com disfunção sistólica → limitar bloqueadores de canais de cálcio.

Resumo-Chave

Em crianças e adolescentes com Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) e disfunção sistólica, o uso de bloqueadores de canais de cálcio deve ser limitado ou evitado, pois podem ter efeitos inotrópicos negativos que agravam a função cardíaca. Outras classes de anti-hipertensivos são preferíveis nesses casos.

Contexto Educacional

A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) em crianças e adolescentes é uma condição crescente e de grande importância clínica, pois a HAS na infância está associada a um risco aumentado de doença cardiovascular na vida adulta. O diagnóstico e manejo adequados são cruciais para prevenir complicações a longo prazo. O tratamento envolve modificações no estilo de vida e, quando necessário, terapia farmacológica, que deve ser individualizada. A escolha do agente anti-hipertensivo em pediatria é complexa e depende de fatores como a etiologia da HAS (primária ou secundária), comorbidades e potenciais efeitos adversos. Em pacientes pediátricos com disfunção sistólica, os bloqueadores de canais de cálcio (BCC) devem ser usados com cautela ou limitados, pois alguns BCCs podem ter efeitos inotrópicos negativos que podem piorar a função cardíaca. Nesses casos, outras classes como inibidores da ECA ou betabloqueadores podem ser mais apropriadas, desde que não haja contraindicações. O alvo da terapia anti-hipertensiva em crianças e adolescentes é geralmente a redução da pressão arterial para abaixo do percentil 90 para idade, sexo e altura, ou para valores abaixo de 130/80 mmHg em adolescentes mais velhos com comorbidades. É importante notar que IECA e bloqueadores do receptor de angiotensina são contraindicados em adolescentes do sexo feminino com potencial para engravidar devido ao risco de teratogenicidade. Alfa-bloqueadores e vasodilatadores diretos são geralmente considerados terapias de segunda ou terceira linha.

Perguntas Frequentes

Qual é o alvo da pressão arterial no tratamento da HAS pediátrica?

O alvo da terapia anti-hipertensiva em crianças e adolescentes é geralmente manter a pressão arterial abaixo do percentil 90 para idade, sexo e altura, ou abaixo de 130/80 mmHg em adolescentes com comorbidades, visando normalizar a PA para a idade.

Por que os IECA e BRA são evitados em adolescentes do sexo feminino?

IECA (Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina) e BRA (Bloqueadores do Receptor de Angiotensina) são contraindicados em adolescentes do sexo feminino com potencial para engravidar devido ao risco de teratogenicidade e fetotoxicidade, a menos que métodos contraceptivos eficazes sejam rigorosamente utilizados.

Quais são as primeiras linhas de tratamento farmacológico para HAS em crianças?

As primeiras linhas de tratamento farmacológico para HAS em crianças geralmente incluem IECA, BRA, betabloqueadores e diuréticos tiazídicos, dependendo das comorbidades e da etiologia da hipertensão. Alfa-bloqueadores e vasodilatadores são geralmente reservados para casos mais complexos ou refratários.

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