HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2022
Sr. Joaquim, 62 anos vem apresentando persistentemente PA acima de 150×90 nas consultas ambulatoriais. Quais das medicações seria a menos indicada para iniciar o tratamento do paciente.
Betabloqueadores (ex: atenolol) não são primeira linha para hipertensão não complicada em idosos.
Em pacientes idosos com hipertensão não complicada, os betabloqueadores como o atenolol não são considerados fármacos de primeira linha para iniciar o tratamento. As diretrizes atuais recomendam diuréticos tiazídicos, IECA, BRA ou bloqueadores dos canais de cálcio como opções iniciais, devido à sua maior eficácia na prevenção de eventos cardiovasculares.
O tratamento da hipertensão arterial em idosos é um pilar fundamental na prevenção de eventos cardiovasculares. A escolha do anti-hipertensivo inicial deve considerar a idade, comorbidades e o perfil de segurança e eficácia do medicamento. O Sr. Joaquim, com 62 anos e PA persistentemente elevada, necessita de terapia farmacológica. As diretrizes atuais para o tratamento da hipertensão em idosos, como as da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e as internacionais, recomendam como primeira linha os diuréticos tiazídicos (ex: clortalidona), inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA, ex: enalapril), bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA, ex: losartana) e bloqueadores dos canais de cálcio. Essas classes demonstraram maior benefício na redução de morbimortalidade cardiovascular nessa população. Os betabloqueadores, como o atenolol, não são considerados fármacos de primeira linha para o tratamento da hipertensão essencial não complicada em idosos. Embora eficazes na redução da PA, estudos mostraram que eles são menos protetores contra eventos cardiovasculares, especialmente acidente vascular cerebral, em comparação com outras classes, e podem ter um perfil de efeitos adversos menos favorável em idosos (fadiga, bradicardia, piora do controle glicêmico). Eles são reservados para situações específicas, como pacientes com angina, pós-infarto, insuficiência cardíaca ou arritmias.
As classes de primeira linha para idosos incluem diuréticos tiazídicos (como a clortalidona), inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA, como o enalapril), bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA, como a losartana) e bloqueadores dos canais de cálcio.
Os betabloqueadores são menos indicados como primeira linha em idosos porque estudos mostraram que eles são menos eficazes na prevenção de eventos cardiovasculares (especialmente AVC) em comparação com outras classes, além de poderem causar mais efeitos adversos como fadiga e bradicardia.
Betabloqueadores são boas opções quando há comorbidades que se beneficiam dessa classe, como angina pectoris, histórico de infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida ou certas arritmias.
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