SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2021
Com relação ao tratamento da hipertensão arterial sistêmica, assinale a alternativa ERRADA:
HAS estágio II/III ou estágio I alto risco CV → Iniciar medicação + terapia não farmacológica IMEDIATAMENTE.
As diretrizes de hipertensão arterial sistêmica estratificam o tratamento com base no estágio da doença e no risco cardiovascular. Para pacientes com HAS em estágios mais avançados (II e III) ou com alto risco cardiovascular, a terapia medicamentosa deve ser iniciada prontamente em associação com as medidas não farmacológicas, visando o controle pressórico e a redução de eventos.
A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma condição crônica multifatorial, caracterizada por níveis elevados e sustentados da pressão arterial, sendo um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, cerebrovasculares e renais. Sua prevalência é alta na população adulta, e o manejo adequado é crucial para reduzir a morbimortalidade associada. As diretrizes atuais enfatizam a estratificação de risco cardiovascular para guiar as decisões terapêuticas. O diagnóstico e tratamento da HAS baseiam-se na medição precisa da pressão arterial e na avaliação dos fatores de risco e lesões de órgãos-alvo. A terapia não farmacológica, que inclui mudanças no estilo de vida como dieta DASH, redução do consumo de sódio, atividade física regular e cessação do tabagismo, é a base do tratamento e deve ser implementada em todos os pacientes. Em casos de HAS estágio I com baixo ou moderado risco cardiovascular, a terapia não farmacológica pode ser tentada isoladamente por um período antes da introdução de medicamentos. Para pacientes com HAS estágio II ou III, ou HAS estágio I com alto risco cardiovascular, a terapia medicamentosa deve ser iniciada imediatamente em conjunto com as medidas não farmacológicas. O objetivo é atingir as metas pressóricas individualizadas, minimizando os efeitos adversos. O acompanhamento regular é essencial para monitorar a adesão, a eficácia do tratamento e ajustar a terapia conforme necessário, visando sempre a prevenção de complicações a longo prazo.
O tratamento medicamentoso para HAS é indicado para pacientes em estágio II e III, ou estágio I com alto risco cardiovascular, e em alguns pré-hipertensos de alto risco. A decisão depende da estratificação de risco individual.
A terapia não farmacológica é fundamental em todos os estágios da HAS, podendo ser a única abordagem inicial em pacientes com estágio I e baixo/moderado risco. Ela complementa e otimiza o tratamento medicamentoso.
O risco cardiovascular é um fator determinante na decisão terapêutica. Pacientes com alto risco cardiovascular, mesmo em estágios iniciais de HAS, geralmente necessitam de início imediato da terapia medicamentosa para prevenir eventos cardiovasculares.
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