HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2021
Mulher, 44 anos de idade, com diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica e Diabetes Mellitus, comparece ao ambulatório de Clínica Médica para consulta de seguimento. Atualmente, encontra-se em uso de enalapril e hidroclorotiazida em doses otimizadas. Apresenta se assintomática. Ao exame físico, nota-se pressão arterial = 150 x 94 mmHg em decúbito dorsal horizontal e 148 x 92 mmHg em posição supina, em ambos os membros superiores; sem quaisquer outras alterações ao exame. De acordo com as recomendações da 7ª Diretriz Brasileira de Hipertensão, considerando a terapia medicamentosa da paciente, a conduta adequada é:
HAS + DM, PA não controlada com IECA/BRA + diurético → adicionar bloqueador de canal de cálcio.
Em pacientes com hipertensão e diabetes mellitus, o controle pressórico é fundamental. Se a pressão arterial não estiver controlada com uma terapia dupla (IECA/BRA + diurético tiazídico), a 7ª Diretriz Brasileira de Hipertensão recomenda a adição de um bloqueador de canal de cálcio diidropiridínico (como anlodipino) como terceira linha.
O manejo da hipertensão arterial sistêmica (HAS) em pacientes com Diabetes Mellitus (DM) é um pilar fundamental na prevenção de complicações cardiovasculares e renais. A presença de DM eleva o risco cardiovascular, tornando o controle pressórico rigoroso uma prioridade. As diretrizes brasileiras e internacionais preconizam uma abordagem multifacetada, frequentemente exigindo terapia combinada. A terapia inicial para HAS em diabéticos geralmente inclui um inibidor da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou um bloqueador do receptor de angiotensina (BRA), devido aos seus benefícios renais e cardiovasculares. Se a monoterapia for insuficiente, a adição de um diurético tiazídico é a próxima etapa. No caso de falha no controle com dois fármacos, a adição de um terceiro agente é indicada. Nesse cenário, os bloqueadores de canais de cálcio diidropiridínicos, como o anlodipino, são uma excelente escolha. Eles são potentes vasodilatadores, eficazes na redução da PA, e não possuem efeitos metabólicos adversos significativos que poderiam piorar o controle glicêmico. Outras opções, como betabloqueadores, são geralmente reservadas para indicações específicas (angina, pós-infarto, insuficiência cardíaca) e não como terceira linha de rotina em diabéticos sem essas comorbidades.
As metas de pressão arterial para pacientes com hipertensão e diabetes são geralmente mais rigorosas, visando valores abaixo de 130/80 mmHg, conforme as diretrizes atuais, para reduzir o risco cardiovascular e renal.
Os bloqueadores de canais de cálcio são eficazes na redução da PA, têm poucos efeitos metabólicos adversos e são bem tolerados, sendo uma excelente opção para compor a terapia combinada em pacientes diabéticos, especialmente quando IECA/BRA e diuréticos já estão em uso.
Inibidores da ECA (IECA) ou Bloqueadores dos Receptores da Angiotensina (BRA) são as primeiras escolhas devido à nefroproteção. Diuréticos tiazídicos e bloqueadores de canais de cálcio são também opções eficazes e frequentemente usadas em terapia combinada.
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