HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2023
Homem de 56 anos, negro, retorna à consulta, após três meses, para o controle da hipertensão arterial. Ele vem fazendo uso de hidroclorotiazida 25mg ao dia, iniciado na consulta anterior, quando a sua pressão, após medidas repetidas em vários dias, situava-se em torno de 166/100mmHg. No momento da consulta atual, o paciente encontra-se assintomático e a sua pressão é de 160/98mmHg. Sendo assim, assinale a alternativa que apresenta a melhor conduta a ser tomada nesse caso.
HAS não controlada com monoterapia → adicionar anti-hipertensivo de classe diferente (ex: tiazídico + BCC).
Em pacientes com hipertensão arterial não controlada com monoterapia, a estratégia mais eficaz é a adição de um segundo fármaco de classe diferente, preferencialmente um bloqueador de canal de cálcio ou um inibidor da ECA/BRA. Para pacientes negros, diuréticos tiazídicos e bloqueadores de canal de cálcio são frequentemente as escolhas iniciais, otimizando o controle pressórico.
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição crônica comum e um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares. O manejo adequado da HAS é fundamental para prevenir complicações como AVC, infarto do miocárdio e insuficiência renal. A identificação e o tratamento da HAS não controlada são etapas cruciais na prática clínica, exigindo uma abordagem sistemática para otimizar o controle pressórico. O diagnóstico de HAS não controlada ocorre quando a pressão arterial permanece elevada apesar do uso de um regime terapêutico adequado. Nesses casos, a fisiopatologia subjacente pode envolver múltiplos mecanismos, como aumento da resistência vascular periférica, retenção de sódio e ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona. A suspeita deve surgir quando as medidas de pressão arterial no consultório ou em casa persistem acima das metas estabelecidas. O tratamento da HAS não controlada geralmente envolve a intensificação da terapia medicamentosa. Após a falha da monoterapia, a adição de um segundo fármaco de classe diferente é a estratégia preferencial. Combinações comuns incluem diuréticos tiazídicos com bloqueadores de canal de cálcio (BCC) ou inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA)/bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA). A escolha dos fármacos deve considerar as características individuais do paciente, como etnia e comorbidades, visando a máxima eficácia e tolerabilidade.
A hipertensão é considerada não controlada quando a pressão arterial permanece acima das metas terapêuticas (geralmente <140/90 mmHg, ou <130/80 mmHg para alguns grupos de alto risco) apesar do uso de medicamentos anti-hipertensivos.
A terapia combinada é crucial para alcançar o controle da pressão arterial em muitos pacientes, especialmente aqueles com hipertensão estágio 2 ou não controlada com monoterapia, pois atua em diferentes mecanismos fisiopatológicos da doença.
Para pacientes negros, as diretrizes frequentemente recomendam diuréticos tiazídicos e bloqueadores de canal de cálcio como opções de primeira linha, seja em monoterapia ou em terapia combinada, devido à sua eficácia comprovada nesta população.
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