HRAC-USP/Centrinho - Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais - Bauru (SP) — Prova 2024
Um paciente hipertenso de 65 anos de idade, com pressão arterial de 160x100 mmHg, comparece ao consultório para consulta de rotina, após grande insistência da filha. Ele é fumante e apresenta histórico de doença arterial coronariana. Qual é a estratégia de tratamento antihipertensivo mais adequada para esse paciente, segundo a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial Sistêmica?
Hipertensão estágio 2 ou com alto risco cardiovascular (DAC) → iniciar terapia combinada (IECA/BRA + diurético tiazídico).
Pacientes com hipertensão estágio 2 (PA ≥ 160/100 mmHg) ou com alto risco cardiovascular, como doença arterial coronariana, devem iniciar tratamento com terapia combinada de dois fármacos, geralmente um IECA ou BRA associado a um diurético tiazídico ou bloqueador do canal de cálcio, conforme as diretrizes atuais.
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição crônica de alta prevalência e um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, cerebrovasculares e renais. O manejo adequado da HAS é crucial para reduzir a morbimortalidade. As diretrizes brasileiras de hipertensão fornecem orientações claras para o tratamento, que deve ser individualizado considerando o estágio da hipertensão, o risco cardiovascular global e a presença de comorbidades. Para pacientes com hipertensão estágio 2 (pressão arterial sistólica ≥ 160 mmHg ou diastólica ≥ 100 mmHg) ou com alto risco cardiovascular, como aqueles com doença arterial coronariana (DAC), a terapia combinada de dois fármacos é a estratégia inicial mais adequada. As combinações preferenciais incluem um inibidor da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou um bloqueador do receptor de angiotensina (BRA) associado a um diurético tiazídico ou um bloqueador do canal de cálcio. Essa abordagem visa um controle pressórico mais rápido e eficaz. É fundamental que residentes e profissionais de saúde estejam atualizados com as diretrizes para otimizar o tratamento anti-hipertensivo, especialmente em pacientes idosos e com múltiplas comorbidades. A escolha da medicação deve considerar não apenas a redução da PA, mas também a proteção de órgãos-alvo e a tolerabilidade do paciente, visando sempre a melhor qualidade de vida e a prevenção de eventos adversos.
A terapia combinada é indicada para pacientes com hipertensão estágio 2 (PA ≥ 160/100 mmHg), alto risco cardiovascular, ou quando a monoterapia não atinge as metas pressóricas.
As combinações preferenciais incluem IECA ou BRA com diurético tiazídico ou bloqueador do canal de cálcio, ou bloqueador do canal de cálcio com diurético tiazídico.
Comorbidades como a DAC aumentam o risco cardiovascular global, exigindo um controle pressórico mais rigoroso e a escolha de fármacos que também ofereçam benefícios adicionais para a condição associada, como IECA/BRA.
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