HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2025
Um paciente hipertenso de 65 anos de idade, com pressão arterial de 160×100 mmHg, comparece ao consultório para consulta de rotina, após grande insistência da filha. Ele é fumante e apresenta histórico de doença arterial coronariana. Qual é a estratégia de tratamento antihipertensivo mais adequada para esse paciente, segundo a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial Sistêmica?
HAS estágio 2 (≥160/100 mmHg) ou alto risco CV → Iniciar com terapia combinada (IECA/BRA + BCC ou Diurético).
Para pacientes com hipertensão arterial estágio 2 ou com alto risco cardiovascular, a monoterapia inicial é insuficiente. As diretrizes recomendam iniciar o tratamento com uma combinação de dois fármacos, preferencialmente em pílula única, para otimizar a adesão e alcançar as metas pressóricas mais rapidamente.
O manejo da Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é guiado pela estratificação do risco cardiovascular e pelos níveis pressóricos do paciente. A Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial classifica a HAS em estágios. Um paciente com PA de 160x100 mmHg está no estágio 2. Além disso, a presença de comorbidades como doença arterial coronariana, idade avançada e tabagismo o classifica como de alto risco cardiovascular. Para pacientes com HAS estágio 2 ou 3, ou aqueles no estágio 1 com alto risco, a recomendação atual é iniciar o tratamento farmacológico com uma combinação de dois medicamentos. Essa estratégia é mais eficaz para atingir as metas de controle pressórico de forma mais rápida e sustentada, o que é crucial para reduzir eventos cardiovasculares em populações de alto risco. A monoterapia é reservada para HAS estágio 1 de baixo a moderado risco. As combinações de primeira linha envolvem um fármaco que atua no sistema renina-angiotensina-aldosterona (IECA ou BRA) associado a um bloqueador dos canais de cálcio (BCC) ou a um diurético tiazídico/similar. O uso de pílulas de combinação única (dois fármacos em um só comprimido) é fortemente encorajado para melhorar a adesão do paciente ao tratamento. A terapia tripla ou quádrupla é reservada para casos de hipertensão resistente.
A terapia combinada é indicada como tratamento inicial para pacientes com hipertensão estágio 2 (PA ≥ 160/100 mmHg) ou estágio 3 (PA ≥ 180/110 mmHg), ou para pacientes com hipertensão estágio 1 (PA 140-159/90-99 mmHg) que apresentam alto risco cardiovascular.
As combinações preferenciais são um bloqueador do sistema renina-angiotensina (IECA ou BRA) associado a um bloqueador de canal de cálcio (BCC) ou a um diurético tiazídico/similar. A combinação de IECA com BRA não é recomendada.
Em pacientes com pressão arterial significativamente elevada, como no estágio 2, um único fármaco raramente é suficiente para atingir a meta pressórica. Iniciar com dois fármacos de classes diferentes promove um efeito sinérgico, controla a pressão mais rapidamente e pode diminuir os efeitos adversos de doses altas de um único agente.
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