HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2024
Paciente sexo feminino, 44 anos, negra, sem comorbidades, foi encaminhada pelo agente de saúde após detecçao de níveis pressóricos elevados, em 4 medidas diferentes.Qual a melhor conduta frente ao quadro apresentado? IECA - inibidor da enzima de conversão da angiotensina BRA - Bloqueador do receptor de angiotensina II
HAS em paciente negra, sem comorbidades, com PA elevada (estágio 2) → iniciar terapia combinada.
Em pacientes negros com hipertensão arterial, especialmente em estágio 2 e sem comorbidades específicas que exijam outra classe, a terapia inicial combinada com diurético tiazídico ou bloqueador de canal de cálcio é frequentemente recomendada devido à melhor resposta e controle pressórico.
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição crônica multifatorial que afeta milhões de pessoas globalmente, sendo um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares. O diagnóstico é estabelecido após múltiplas aferições de pressão arterial elevadas, e o tratamento visa reduzir a morbimortalidade associada. As diretrizes atuais enfatizam a individualização do tratamento, considerando fatores como idade, comorbidades e etnia. Em pacientes negros, a fisiopatologia da hipertensão arterial frequentemente envolve um estado de baixo nível de renina e maior sensibilidade ao sal. Isso se traduz em uma resposta menos eficaz a inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) e bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA) quando usados em monoterapia, e uma melhor resposta a diuréticos tiazídicos e bloqueadores de canal de cálcio. Quando a pressão arterial está em estágio 2 (PA ≥ 160/100 mmHg), a maioria das diretrizes recomenda iniciar com terapia combinada para um controle mais rápido e efetivo. A conduta ideal para uma paciente negra de 44 anos, sem comorbidades, com hipertensão estágio 2, seria iniciar com terapia combinada. A opção A, que sugere iniciar terapia combinada com dois anti-hipertensivos de famílias distintas (excetuando IECA com BRA), alinha-se com as recomendações, geralmente incluindo um diurético tiazídico e/ou um bloqueador de canal de cálcio como parte da combinação inicial. Isso otimiza o controle pressórico e reduz o risco de complicações a longo prazo.
Para pacientes negros, diuréticos tiazídicos e bloqueadores de canal de cálcio são frequentemente as classes de primeira linha, seja em monoterapia ou, mais comumente, em terapia combinada, devido à sua eficácia comprovada nesta população.
A terapia combinada é preferível em hipertensão estágio 2 para alcançar o controle pressórico de forma mais rápida e eficaz, reduzindo o risco de eventos cardiovasculares. Ela permite a utilização de doses menores de cada medicamento, minimizando efeitos adversos.
A raça/etnia pode influenciar a resposta aos anti-hipertensivos devido a diferenças genéticas e fisiopatológicas. Pacientes negros, por exemplo, tendem a ter hipertensão com baixo nível de renina e respondem melhor a diuréticos e bloqueadores de canal de cálcio.
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