IECA e BRA: Por Que Não Associar na Hipertensão?

IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2023

Enunciado

No tratamento da hipertensão arterial, a associação de inibidor da enzima conversora de angiotensina a bloqueador do receptor de angiotensina II:

Alternativas

  1. A) pode ser indicada caso o uso de um desses fármacos não tenha promovido o controle adequado da pressão arterial
  2. B) está indicada a pacientes com insuficiência cardíaca pós-infarto agudo do miocárdio
  3. C) está indicada a pacientes diabéticos que estejam evoluindo com perda da função renal
  4. D) não é recomendada, pois, além de não mostrar benefícios em desfechos cardiovasculares, acrescenta riscos de efeitos adversos

Pérola Clínica

Associação IECA + BRA = NÃO recomendada; ↑ riscos adversos sem ↑ benefício cardiovascular.

Resumo-Chave

A associação de inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) e bloqueadores do receptor de angiotensina II (BRA) não é recomendada no tratamento da hipertensão arterial. Estudos demonstraram que essa combinação não oferece benefícios adicionais em desfechos cardiovasculares e aumenta significativamente o risco de efeitos adversos, como hipercalemia, hipotensão e disfunção renal.

Contexto Educacional

O sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) desempenha um papel central na regulação da pressão arterial e no desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) e bloqueadores do receptor de angiotensina II (BRA) são classes de medicamentos que atuam nesse sistema e são pilares no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência cardíaca e nefropatia diabética. Apesar de ambos atuarem no SRAA, a associação de IECA e BRA não é recomendada. Estudos clínicos robustos, como o ONTARGET, demonstraram que essa combinação não apenas falha em proporcionar benefícios adicionais em desfechos cardiovasculares e renais em comparação com a monoterapia, mas também aumenta significativamente o risco de eventos adversos graves, como hipercalemia, hipotensão e disfunção renal aguda. Portanto, as diretrizes atuais de tratamento da hipertensão e insuficiência cardíaca desaconselham fortemente o uso combinado de IECA e BRA. A escolha deve ser por um ou outro, e a intensificação terapêutica deve ser feita com outras classes de anti-hipertensivos, como diuréticos tiazídicos ou bloqueadores dos canais de cálcio.

Perguntas Frequentes

Por que a associação de IECA e BRA não é recomendada no tratamento da hipertensão?

Essa associação não mostrou benefícios adicionais em desfechos cardiovasculares e, em contrapartida, aumenta significativamente o risco de efeitos adversos como hipercalemia, hipotensão e piora da função renal.

Quais são os principais efeitos adversos da combinação de IECA e BRA?

Os principais efeitos adversos incluem hipercalemia (aumento do potássio sérico), hipotensão arterial, e disfunção renal aguda, especialmente em pacientes com doença renal pré-existente.

Existem exceções para a associação de IECA e BRA?

Não, as diretrizes atuais de tratamento da hipertensão e insuficiência cardíaca desaconselham fortemente essa combinação devido à falta de benefício e ao aumento dos riscos.

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