IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2023
No tratamento da hipertensão arterial, a associação de inibidor da enzima conversora de angiotensina a bloqueador do receptor de angiotensina II:
Associação IECA + BRA = NÃO recomendada; ↑ riscos adversos sem ↑ benefício cardiovascular.
A associação de inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) e bloqueadores do receptor de angiotensina II (BRA) não é recomendada no tratamento da hipertensão arterial. Estudos demonstraram que essa combinação não oferece benefícios adicionais em desfechos cardiovasculares e aumenta significativamente o risco de efeitos adversos, como hipercalemia, hipotensão e disfunção renal.
O sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) desempenha um papel central na regulação da pressão arterial e no desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) e bloqueadores do receptor de angiotensina II (BRA) são classes de medicamentos que atuam nesse sistema e são pilares no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência cardíaca e nefropatia diabética. Apesar de ambos atuarem no SRAA, a associação de IECA e BRA não é recomendada. Estudos clínicos robustos, como o ONTARGET, demonstraram que essa combinação não apenas falha em proporcionar benefícios adicionais em desfechos cardiovasculares e renais em comparação com a monoterapia, mas também aumenta significativamente o risco de eventos adversos graves, como hipercalemia, hipotensão e disfunção renal aguda. Portanto, as diretrizes atuais de tratamento da hipertensão e insuficiência cardíaca desaconselham fortemente o uso combinado de IECA e BRA. A escolha deve ser por um ou outro, e a intensificação terapêutica deve ser feita com outras classes de anti-hipertensivos, como diuréticos tiazídicos ou bloqueadores dos canais de cálcio.
Essa associação não mostrou benefícios adicionais em desfechos cardiovasculares e, em contrapartida, aumenta significativamente o risco de efeitos adversos como hipercalemia, hipotensão e piora da função renal.
Os principais efeitos adversos incluem hipercalemia (aumento do potássio sérico), hipotensão arterial, e disfunção renal aguda, especialmente em pacientes com doença renal pré-existente.
Não, as diretrizes atuais de tratamento da hipertensão e insuficiência cardíaca desaconselham fortemente essa combinação devido à falta de benefício e ao aumento dos riscos.
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