UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2022
Considere um paciente de 56 anos que comparece no seu consultório trazendo um MAPA e um MRPA que mostram alteração da pressão arterial. Os registros mostram picos hipertensivos superiores a 1500X90 mmHg. Para esse paciente, além das mudanças no estilo de vida, você considera iniciar uma medicação anti-hipertensiva. Dentre as opções abaixo, qual você NÃO iniciaria para esse paciente:
Hipertensão essencial sem comorbidades → IECA, BRA, BCC, diuréticos tiazídicos são 1ª linha; Betabloqueadores NÃO são 1ª linha.
Para hipertensão arterial essencial sem comorbidades específicas que justifiquem o uso de betabloqueadores (ex: angina, pós-IAM, ICC), os betabloqueadores não são considerados a primeira linha de tratamento. IECA/BRA, bloqueadores dos canais de cálcio e diuréticos tiazídicos são as classes preferenciais.
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição crônica comum e um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares. O tratamento visa reduzir a pressão arterial para níveis alvo e prevenir complicações. A escolha da medicação anti-hipertensiva inicial é um ponto crucial na prática clínica. As diretrizes atuais recomendam classes de medicamentos como IECA/BRA, bloqueadores dos canais de cálcio (BCC) e diuréticos tiazídicos como primeira linha para a maioria dos pacientes com hipertensão essencial, especialmente aqueles sem comorbidades específicas. Essas classes demonstraram eficácia na redução da morbimortalidade cardiovascular. Os betabloqueadores, como o Atenolol, embora eficazes na redução da pressão arterial, não são considerados primeira linha para hipertensão essencial não complicada. Seu uso é preferencial em pacientes com indicações específicas, como doença coronariana (angina, pós-IAM), insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida ou certas arritmias. Portanto, iniciar Atenolol sem uma indicação específica seria uma escolha menos ideal em comparação com as outras opções apresentadas.
As classes de primeira linha incluem inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA), bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA), bloqueadores dos canais de cálcio (BCC) e diuréticos tiazídicos.
Betabloqueadores são preferíveis em pacientes com hipertensão que também apresentam angina pectoris, infarto agudo do miocárdio prévio, insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida, enxaqueca ou ansiedade.
O Monitoramento Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA) e o Monitoramento Residencial da Pressão Arterial (MRPA) são cruciais para confirmar o diagnóstico de hipertensão, excluir hipertensão do jaleco e mascarada, e avaliar o controle pressórico ao longo do dia.
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