UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2020
A Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) é uma das principais causas de sintomas do trato inferior (STUI), no passado tratada exclusivamente por cirurgia. Atualmente, tem o tratamento clínico como primeira opção. Em relação aos medicamentos usados no tratamento da HPB,
HPB com STUI de armazenamento → antagonistas muscarínicos + alfabloqueadores é opção combinada.
A terapia combinada com antagonistas muscarínicos e alfabloqueadores é eficaz para pacientes com HPB que apresentam predominância de sintomas de armazenamento (urgência, frequência, noctúria), pois os alfabloqueadores relaxam a musculatura prostática e os antimuscarínicos reduzem a hiperatividade da bexiga.
A Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) é uma condição comum em homens idosos, caracterizada pelo crescimento benigno da próstata que pode levar a sintomas do trato urinário inferior (STUI), como dificuldade para urinar, frequência e urgência. Compreender as opções terapêuticas é crucial para a prática clínica e para provas de residência. O tratamento clínico é a primeira linha, com destaque para alfabloqueadores (relaxam a musculatura prostática) e inibidores da 5-alfa-redutase (reduzem o volume prostático). A escolha do tratamento depende da predominância dos sintomas. Para pacientes com STUI e sintomas de armazenamento proeminentes (urgência, frequência, noctúria), a combinação de alfabloqueadores com antagonistas dos receptores muscarínicos é uma estratégia eficaz, pois atua tanto no componente obstrutivo quanto na hiperatividade da bexiga. É importante monitorar os efeitos adversos e a resposta ao tratamento. Inibidores da 5-alfa-redutase são indicados para próstatas maiores (>40g) e levam tempo para agir, com potenciais efeitos colaterais como disfunção erétil e ginecomastia. Fitoterápicos geralmente não têm evidência científica robusta. A terapia combinada com alfabloqueadores e inibidores da 5-alfa-redutase é para pacientes com próstatas grandes e risco de progressão, mas não deve ser interrompida precocemente.
A terapia combinada com alfabloqueadores e antagonistas muscarínicos é indicada para homens com HPB e sintomas do trato urinário inferior (STUI) com predominância de sintomas de armazenamento, como urgência e frequência urinária.
Os inibidores da 5-alfa-redutase, como finasterida e dutasterida, podem causar ginecomastia e disfunção erétil, além de necessitarem de 4 a 6 meses para efeito máximo.
Fitoterápicos como Serenoa repens e Pygeum africanum não possuem evidências robustas de eficácia em estudos clínicos bem desenhados, e seus resultados são considerados limitados ou inconsistentes.
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