HPB: Opções de Tratamento e Terapia Combinada

UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2020

Enunciado

A Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) é uma das principais causas de sintomas do trato inferior (STUI), no passado tratada exclusivamente por cirurgia. Atualmente, tem o tratamento clínico como primeira opção. Em relação aos medicamentos usados no tratamento da HPB,

Alternativas

  1. A) a combinação de antagonistas dos receptores muscarínicos com alfabloqueadores deve ser considerada em homens com STUI que tenham predominância de sintomas de armazenamento.
  2. B) a Serenoa repens e o Pygeum africanum apresentam ótimos resultados, somente quando avaliados após um ano.
  3. C) os inibidores da 5-alfa-redutase são uma opção para monoterapia, sendo necessário no mínimo 4 a 6 meses de terapia, e apresentam incidência de 12-15% de ginecomastia e 30% de disfunção erétil.
  4. D) a terapia combinada com alfa-bloqueadores e inibidores da 5-alfa-redutase é uma opção efetiva para pacientes com STUI moderados e próstata maior de 40 g, podendo ser interrompidos com segurança após um ano.

Pérola Clínica

HPB com STUI de armazenamento → antagonistas muscarínicos + alfabloqueadores é opção combinada.

Resumo-Chave

A terapia combinada com antagonistas muscarínicos e alfabloqueadores é eficaz para pacientes com HPB que apresentam predominância de sintomas de armazenamento (urgência, frequência, noctúria), pois os alfabloqueadores relaxam a musculatura prostática e os antimuscarínicos reduzem a hiperatividade da bexiga.

Contexto Educacional

A Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) é uma condição comum em homens idosos, caracterizada pelo crescimento benigno da próstata que pode levar a sintomas do trato urinário inferior (STUI), como dificuldade para urinar, frequência e urgência. Compreender as opções terapêuticas é crucial para a prática clínica e para provas de residência. O tratamento clínico é a primeira linha, com destaque para alfabloqueadores (relaxam a musculatura prostática) e inibidores da 5-alfa-redutase (reduzem o volume prostático). A escolha do tratamento depende da predominância dos sintomas. Para pacientes com STUI e sintomas de armazenamento proeminentes (urgência, frequência, noctúria), a combinação de alfabloqueadores com antagonistas dos receptores muscarínicos é uma estratégia eficaz, pois atua tanto no componente obstrutivo quanto na hiperatividade da bexiga. É importante monitorar os efeitos adversos e a resposta ao tratamento. Inibidores da 5-alfa-redutase são indicados para próstatas maiores (>40g) e levam tempo para agir, com potenciais efeitos colaterais como disfunção erétil e ginecomastia. Fitoterápicos geralmente não têm evidência científica robusta. A terapia combinada com alfabloqueadores e inibidores da 5-alfa-redutase é para pacientes com próstatas grandes e risco de progressão, mas não deve ser interrompida precocemente.

Perguntas Frequentes

Quando considerar a terapia combinada para HPB?

A terapia combinada com alfabloqueadores e antagonistas muscarínicos é indicada para homens com HPB e sintomas do trato urinário inferior (STUI) com predominância de sintomas de armazenamento, como urgência e frequência urinária.

Quais são os efeitos adversos dos inibidores da 5-alfa-redutase?

Os inibidores da 5-alfa-redutase, como finasterida e dutasterida, podem causar ginecomastia e disfunção erétil, além de necessitarem de 4 a 6 meses para efeito máximo.

Qual a eficácia dos fitoterápicos para HPB?

Fitoterápicos como Serenoa repens e Pygeum africanum não possuem evidências robustas de eficácia em estudos clínicos bem desenhados, e seus resultados são considerados limitados ou inconsistentes.

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