HE Cachoeiro - Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (ES) — Prova 2023
No controle do paciente cirúrgico no pós-operatório um cuidado que devemos ter é nos distúrbios hidroeletrolíticos que podem ser fatais nos pacientes. Sobre esses distúrbios, assinale a alternativa CORRETA:
Hipercalemia: tratar com insulina/glicose, bicarbonato, beta-agonistas para deslocar K+ intracelular.
A hipercalemia é uma emergência médica que pode levar a arritmias cardíacas fatais. Seu tratamento visa estabilizar a membrana cardíaca (gluconato de cálcio), deslocar o potássio para o intracelular (insulina/glicose, bicarbonato, beta-agonistas) e remover o potássio do corpo (diuréticos, resinas, diálise).
Os distúrbios hidroeletrolíticos são complicações frequentes e potencialmente fatais no período pós-operatório, exigindo vigilância e manejo adequados. A hiperpotassemia (ou hipercalemia) é um desses distúrbios, caracterizada por níveis séricos de potássio acima de 5,0-5,5 mEq/L, e pode levar a arritmias cardíacas graves e parada cardiorrespiratória. As causas de hipercalemia no pós-operatório incluem insuficiência renal aguda, lesão tissular extensa (rabdomiólise, trauma), acidose metabólica, uso de certos medicamentos (ex: diuréticos poupadores de potássio, IECA) e transfusões maciças de sangue. Os sinais clínicos podem variar de fraqueza muscular e parestesias a alterações eletrocardiográficas progressivas, que são os indicadores mais importantes da gravidade. O tratamento da hipercalemia é multifacetado e visa estabilizar a membrana cardíaca (com gluconato de cálcio), deslocar o potássio do compartimento extracelular para o intracelular (com insulina e glicose, bicarbonato de sódio ou agonistas beta-adrenérgicos) e remover o potássio do corpo (com diuréticos de alça, resinas de troca iônica ou diálise). A escolha e a urgência do tratamento dependem da gravidade da hipercalemia e da presença de alterações eletrocardiográficas.
As alterações eletrocardiográficas da hipercalemia progridem de ondas T apiculadas e estreitamento do QRS para prolongamento do PR, perda da onda P, alargamento do QRS e, em casos graves, padrão sinusoidal que pode evoluir para fibrilação ventricular ou assistolia.
A solução polarizante (insulina com glicose) atua estimulando a bomba Na+/K+-ATPase, que desloca o potássio do espaço extracelular para o intracelular. A glicose é administrada para prevenir a hipoglicemia induzida pela insulina.
No paciente cirúrgico, as causas comuns de hiperpotassemia incluem insuficiência renal aguda, rabdomiólise (lesão tissular), acidose metabólica, uso de medicamentos como inibidores da ECA, bloqueadores do receptor de angiotensina e diuréticos poupadores de potássio, e transfusões sanguíneas maciças.
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