CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2021
O tratamento da Hepatite C está indicado na presença da infecção aguda ou crônica pelo HCV, independentemente do estadiamento da fibrose hepática. Sendo correto o item:
Tratamento HCV indicado para todos, mas estadiamento da fibrose (cirrose) afeta esquema e manejo clínico pós-cura.
Embora o tratamento da Hepatite C seja indicado para todos os pacientes com infecção aguda ou crônica, independentemente do grau de fibrose, a presença de fibrose avançada ou cirrose é um fator crucial que influencia a escolha do esquema antiviral, a duração do tratamento e a necessidade de monitoramento para complicações hepáticas, mesmo após a cura virológica.
A infecção pelo vírus da Hepatite C (HCV) é uma causa global significativa de doença hepática crônica, cirrose e carcinoma hepatocelular. A evolução do tratamento com os Antivirais de Ação Direta (DAAs) representou uma revolução, permitindo taxas de cura elevadíssimas e a recomendação de tratamento para praticamente todos os pacientes com infecção aguda ou crônica, independentemente do estadiamento da fibrose hepática. Apesar da indicação universal de tratamento, o estadiamento da fibrose hepática continua sendo um componente fundamental na avaliação e manejo do paciente com HCV. A presença de fibrose avançada (F3) ou cirrose (F4) tem implicações diretas na escolha do esquema antiviral (genótipo-dependente, pan-genotípico), na duração do tratamento e na necessidade de monitoramento pós-tratamento. Pacientes com cirrose, mesmo após a cura virológica, permanecem em risco de desenvolver carcinoma hepatocelular e descompensação hepática, exigindo vigilância contínua. Portanto, a avaliação da fibrose, seja por métodos invasivos (biópsia) ou não invasivos (elastografia, escores séricos), é essencial para estratificar o risco, guiar a conduta terapêutica e estabelecer o plano de seguimento a longo prazo. O objetivo é não apenas erradicar o vírus, mas também prevenir e manejar as complicações da doença hepática avançada.
O estadiamento da fibrose é crucial porque a presença de fibrose avançada ou cirrose pode influenciar a escolha do esquema antiviral (alguns DAAs são contraindicados ou exigem ajuste em cirróticos), a duração do tratamento e a necessidade de monitoramento para complicações como carcinoma hepatocelular e descompensação hepática, mesmo após a cura virológica.
Os métodos incluem biópsia hepática (padrão-ouro, mas invasivo), métodos não invasivos como elastografia hepática (FibroScan), exames de imagem (ultrassom, ressonância) e painéis séricos (FibroTest, APRI, FIB-4) que combinam marcadores bioquímicos.
Os DAAs são medicamentos que agem diretamente em proteínas específicas do vírus da Hepatite C, bloqueando sua replicação. Eles revolucionaram o tratamento do HCV, oferecendo altas taxas de cura (SVR > 95%), menor duração do tratamento e menos efeitos colaterais em comparação com as terapias anteriores baseadas em interferon.
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