Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2022
Mulher, 58 anos, foi diagnosticada com hepatite C crônica. Realizou biópsia hepática, cujo resultado foi de fibrose incipiente (F0-F1). As transaminases estão dentro da normalidade.Assinale a alternativa que apresenta a conduta correta a ser tomada.
Hepatite C crônica, independente do grau de fibrose ou transaminases, tem indicação de tratamento para erradicação viral.
A decisão de tratar a hepatite C crônica não é mais baseada no grau de fibrose ou nos níveis de transaminases. Com o advento dos antivirais de ação direta (DAAs), o objetivo é a erradicação viral em praticamente todos os pacientes, visando prevenir a progressão da doença hepática e suas complicações.
A hepatite C crônica é uma infecção viral que pode levar a danos hepáticos progressivos, incluindo cirrose e carcinoma hepatocelular. A prevalência global é significativa, e a doença representa um importante desafio de saúde pública. O diagnóstico precoce e o tratamento são cruciais para prevenir complicações e reduzir a transmissão. Com o advento dos antivirais de ação direta (DAAs), o paradigma do tratamento da hepatite C mudou drasticamente. Atualmente, a erradicação viral é o objetivo principal, e a maioria dos pacientes, independentemente do estágio da fibrose hepática (mesmo F0-F1) ou dos níveis de transaminases, tem indicação de tratamento. Os DAAs são altamente eficazes, com taxas de cura superiores a 95%, e possuem um perfil de segurança favorável. O tratamento da hepatite C crônica deve ser iniciado em praticamente todos os pacientes diagnosticados. A genotipagem viral é essencial para guiar a escolha do regime antiviral e a duração da terapia. O acompanhamento pós-tratamento é importante para confirmar a resposta virológica sustentada (RVS), que é considerada a cura funcional. Mesmo após a cura, pacientes com fibrose avançada ou cirrose pré-existente ainda necessitam de vigilância para carcinoma hepatocelular.
Atualmente, a maioria dos pacientes com diagnóstico de hepatite C crônica tem indicação de tratamento, independentemente do grau de fibrose hepática, carga viral ou níveis de transaminases, devido à alta eficácia e segurança dos antivirais de ação direta.
O tratamento precoce visa prevenir a progressão da fibrose para cirrose, carcinoma hepatocelular e outras complicações extra-hepáticas, além de interromper a cadeia de transmissão do vírus.
A genotipagem viral é fundamental para definir o esquema terapêutico mais adequado e a duração do tratamento. A carga viral é usada para confirmar a infecção e monitorar a resposta ao tratamento, mas não é um critério para iniciar o tratamento.
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