CEOQ - Centro Especializado Oftalmológico Queiroz (BA) — Prova 2020
Quando consideramos a avaliação dos riscos e benefícios potenciais da terapia antiviral para Hepatite C, podemos apenas aceitar que:
Sofosbuvir em IRC grave/diálise: Usar com cautela e individualizar, pois não há recomendação formal para ClCr < 30 mL/min.
O Sofosbuvir, um antiviral de ação direta para Hepatite C, é metabolizado e excretado pelos rins. Em pacientes com insuficiência renal crônica grave (ClCr < 30 mL/min) ou em diálise, seu uso deve ser feito com extrema cautela e individualização, devido à falta de dados robustos e risco de acúmulo do metabólito, apesar de ser eficaz.
A infecção crônica pelo vírus da Hepatite C (HCV) é um problema de saúde pública global, e seu tratamento tem sido revolucionado pelos antivirais de ação direta (DAA). No entanto, o manejo da Hepatite C em populações especiais, como pacientes com doença renal crônica (DRC) avançada ou em diálise, apresenta desafios únicos devido às alterações na farmacocinética dos medicamentos. O Sofosbuvir é um inibidor da polimerase NS5B do HCV, e seu metabólito primário (GS-331007) é excretado predominantemente pelos rins. Devido à falta de estudos adequados em pacientes com depuração de creatinina inferior a 30 mL/min ou em diálise, as diretrizes inicialmente recomendavam cautela ou evitavam seu uso nesses grupos. No entanto, a necessidade de tratar a Hepatite C nesses pacientes é alta, especialmente para aqueles em lista de espera para transplante renal. Atualmente, o consenso é que o Sofosbuvir pode ser considerado em pacientes com DRC grave ou em diálise, mas com extrema cautela e de forma individualizada, avaliando cuidadosamente os riscos e benefícios. Outras opções de DAA, como glecaprevir/pibrentasvir, têm demonstrado segurança e eficácia em todas as fases da DRC, tornando-se uma alternativa preferencial em muitos cenários. A decisão terapêutica deve envolver uma equipe multidisciplinar.
A principal preocupação é o acúmulo do metabólito GS-331007, que é excretado renalmente. Embora o significado clínico desse acúmulo não seja totalmente claro, a falta de estudos robustos levou à recomendação de cautela em pacientes com ClCr < 30 mL/min ou em diálise.
Sim, existem outros antivirais de ação direta (DAA) que não são primariamente eliminados pelos rins ou que possuem regimes de dosagem ajustados para insuficiência renal, como a combinação glecaprevir/pibrentasvir, que é segura e eficaz em todas as fases da doença renal.
O tratamento da Hepatite C nesses pacientes é crucial para prevenir a progressão da doença hepática, reduzir o risco de complicações pós-transplante (se for um transplante renal de doador HCV positivo) e melhorar a qualidade de vida, mesmo com as particularidades da farmacocinética dos antivirais.
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