Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2021
Os critérios para início do tratamento da hepatite C aguda incluem em paciente sintomática aguardar 12 semanas (90 dias) após o início dos sintomas. Caso não haja clareamento (CV-HCV negativa), indica-se o tratamento. Somente encontramos ERRO na alternativa:
HCV aguda: aguardar 12 semanas para tratamento se CV-HCV negativa.
O tratamento da hepatite C aguda é indicado após 12 semanas de observação, caso não ocorra clareamento espontâneo (CV-HCV negativa). A alternativa B está incorreta porque, atualmente, a ribavirina não é mais a base do tratamento e o esquema com alfapeguinterferona é obsoleto para HCV.
A hepatite C aguda é uma infecção viral que, em alguns casos, pode evoluir para cronicidade. O manejo inicial envolve a observação do paciente, pois cerca de 15-45% dos indivíduos podem apresentar clareamento espontâneo do vírus nos primeiros seis meses. A decisão de tratar é crucial para prevenir a progressão para doença hepática crônica. A fisiopatologia da hepatite C envolve a replicação viral nos hepatócitos, levando a inflamação e dano hepático. O diagnóstico é feito pela detecção de anticorpos anti-HCV e RNA-HCV. A monitorização da carga viral é essencial para determinar o clareamento espontâneo e a necessidade de tratamento. As diretrizes atuais para o tratamento da hepatite C, tanto aguda quanto crônica, são baseadas em antivirais de ação direta (DAAs), que revolucionaram o manejo da doença, oferecendo altas taxas de cura com menor toxicidade em comparação com os antigos esquemas baseados em interferona e ribavirina. O tratamento é individualizado, considerando genótipo viral, grau de fibrose e comorbidades.
O tratamento da hepatite C aguda é indicado se não houver clareamento espontâneo (CV-HCV negativa) após 12 semanas do início dos sintomas.
Atualmente, o tratamento preferencial para hepatite C aguda são os antivirais de ação direta (DAAs), com esquemas específicos que variam conforme o genótipo e a presença de coinfecções.
A ribavirina não é mais a base do tratamento da hepatite C e seu uso é restrito a situações específicas, geralmente em combinação com DAAs, e não como monoterapia ou com interferona.
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