UFAL/HUPAA - Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes (AL) — Prova 2020
Todo tratamento da hepatite B deverá ser interrompido, independentemente do esquema terapêutico, nas seguintes situações listadas abaixo, exceto:
Interrupção tratamento HBV: eventos adversos, não adesão, contraindicação. NÃO por situação que não demande substituição.
O tratamento da hepatite B crônica deve ser interrompido em casos de eventos adversos importantes, ausência de adesão ou identificação de contraindicação à modalidade terapêutica. A identificação de uma situação que não demande substituição do tratamento não é um critério para interrupção, mas sim para manutenção ou ajuste.
O tratamento da hepatite B crônica visa suprimir a replicação viral, prevenir a progressão da doença hepática e reduzir o risco de complicações como cirrose e carcinoma hepatocelular. A decisão de iniciar e, principalmente, de interromper a terapia antiviral é complexa e baseada em diretrizes clínicas rigorosas, considerando a fase da doença, a carga viral, os níveis de ALT e a presença de cirrose. A interrupção do tratamento não é uma decisão trivial e deve ser cuidadosamente avaliada. Situações como a ocorrência de eventos adversos graves, que comprometam a segurança do paciente, ou a falta de adesão, que inviabiliza a eficácia da terapia, são critérios válidos. Da mesma forma, a identificação de uma contraindicação absoluta à droga em uso exige a interrupção e, se possível, a substituição. É fundamental que a interrupção não ocorra por motivos que não justifiquem uma mudança na conduta terapêutica, como uma situação que não demande substituição, pois isso poderia levar à reativação da doença e suas consequências. O manejo da hepatite B exige acompanhamento contínuo e decisões terapêuticas baseadas em evidências e na individualidade de cada paciente.
Os principais motivos incluem a ocorrência de eventos adversos importantes, a ausência de adesão do paciente ao tratamento e a identificação de uma situação que contraindique a modalidade terapêutica atual.
Sim, a ausência de adesão compromete a eficácia do tratamento e pode levar ao desenvolvimento de resistência viral, justificando a interrupção e a reavaliação da estratégia terapêutica.
A interrupção inadequada pode levar à reativação da replicação viral, exacerbação da doença hepática, progressão para cirrose e carcinoma hepatocelular, além de risco de resistência aos antivirais.
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