Hemorragia Varicosa: Tratamento e Abordagens Terapêuticas

Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2020

Enunciado

Com relação ao tratamento para pacientes com hipertensão portal e hemorragia varicosa, assinale a alternativa incorreta:

Alternativas

  1. A) A abordagem endoscópica (p. ex., esclerose ou ligadura tem se tornado a base do tratamento não cirúrgico da hemorragia aguda porque o sangramento pode ser controlado em mais de 85% dos pacientes.
  2. B) O tamponamento com balão, que é raramente usado, pode salvar vidas em pacientes com hemorragia exsanguinante quando outros métodos conservadores não são bem-sucedidos.
  3. C) O TIPS substituiu shunts cirúrgicos para tratar a hemorragia digestiva alta aguda quando a farmacoterapia e o tratamento endoscópico não conseguem controlar o sangramento.
  4. D) A transecção esofágica com grampeador é rápida, relativamente simples e com taxas de ressangramento próximas à zero.

Pérola Clínica

Transecção esofágica para varizes: procedimento cirúrgico com alta morbimortalidade e risco de ressangramento, não 'próximo a zero'.

Resumo-Chave

A transecção esofágica com grampeador é uma técnica cirúrgica mais invasiva para hemorragia varicosa, geralmente reservada para casos refratários, e não possui taxas de ressangramento próximas a zero. As abordagens endoscópicas e o TIPS são as bases do tratamento moderno.

Contexto Educacional

A hemorragia varicosa é uma complicação grave da hipertensão portal, com alta morbimortalidade. O manejo inicial visa a estabilização hemodinâmica e o controle do sangramento. A prevenção secundária de ressangramento é crucial, envolvendo terapia farmacológica e endoscópica. As abordagens endoscópicas, como a ligadura elástica e a escleroterapia, são a base do tratamento não cirúrgico da hemorragia aguda, controlando o sangramento na maioria dos pacientes. O tamponamento com balão é uma medida de resgate em casos de sangramento maciço e refratário, mas com uso limitado devido aos riscos. O TIPS (Shunt Portossistêmico Intra-hepático Transjugular) é uma alternativa eficaz para pacientes que falham ao tratamento endoscópico e farmacológico, ou como terapia de resgate, desviando o fluxo sanguíneo portal e reduzindo a pressão nas varizes. Procedimentos cirúrgicos, como a transecção esofágica com grampeador, são menos comuns atualmente devido à disponibilidade de métodos menos invasivos e eficazes. A transecção esofágica é um procedimento complexo, associado a riscos significativos de complicações e ressangramento, não sendo uma opção com taxas de ressangramento próximas a zero. A escolha da terapia depende da gravidade do sangramento, da função hepática do paciente e da disponibilidade de recursos.

Perguntas Frequentes

Qual a abordagem inicial para a hemorragia varicosa aguda?

A abordagem inicial inclui estabilização hemodinâmica, uso de vasoconstritores esplâncnicos (como octreotide) e profilaxia antibiótica. A seguir, a endoscopia digestiva alta é realizada para ligadura elástica ou escleroterapia das varizes sangrantes.

Quando o TIPS é indicado no manejo da hemorragia varicosa?

O TIPS (Shunt Portossistêmico Intra-hepático Transjugular) é indicado para pacientes com hemorragia varicosa refratária ao tratamento endoscópico e farmacológico, ou como terapia de resgate em casos de sangramento incontrolável, especialmente em pacientes com alto risco de mortalidade.

Quais são as limitações do tamponamento com balão na hemorragia varicosa?

O tamponamento com balão (Sonda de Sengstaken-Blakemore) é uma medida temporária e de resgate para sangramentos exsanguinantes, mas possui riscos significativos como necrose esofágica, aspiração e perfuração. Não deve ser mantido por mais de 24 horas e exige monitoramento intensivo.

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