INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Mulher de 38 anos, com deficiência congênita de IgA, é atendida em ambulatório de clínica médica devido a insucesso terapêutico no tratamento de infecção por Helicobacter pylori. Apresentava diagnóstico de úlcera duodenal, tendo sido prescrito omeprazol, amoxicilina e claritromicina. Apesar da melhora clínica, observou-se persistência da infecção em teste respiratório com C¹³. Atribuiu-se o insucesso terapêutico ao uso recorrente de macrolídeos e fluoroquinolonas. Nesse caso, deve-se prescrever
Insucesso H. pylori + uso prévio macrolídeos/fluoroquinolonas → esquema quádruplo com bismuto (IBMT) por 14 dias.
Em casos de insucesso terapêutico para erradicação de *H. pylori*, especialmente com histórico de uso de macrolídeos e fluoroquinolonas (que aumentam a resistência), a terapia de resgate recomendada é o esquema quádruplo com bismuto. Este regime inclui um inibidor de bomba de prótons (IBP), subcitrato de bismuto, doxiciclina e metronidazol, administrado por 14 dias para otimizar as taxas de erradicação.
A infecção por *Helicobacter pylori* é uma das infecções bacterianas crônicas mais comuns no mundo, sendo a principal causa de úlcera péptica e um fator de risco para câncer gástrico. O tratamento de primeira linha geralmente envolve terapia tripla ou quádrupla sem bismuto. No entanto, o insucesso terapêutico tem se tornado cada vez mais frequente devido ao aumento da resistência bacteriana aos antibióticos, especialmente claritromicina e levofloxacino. Quando há falha na erradicação do *H. pylori*, é crucial considerar esquemas de resgate que utilizem antibióticos diferentes daqueles empregados inicialmente. O histórico de uso prévio de macrolídeos e fluoroquinolonas é um forte preditor de resistência a essas classes. Nesses cenários, as diretrizes atuais recomendam a terapia quádrupla com bismuto, que consiste em um inibidor de bomba de prótons (IBP), subcitrato de bismuto coloidal, doxiciclina e metronidazol, administrada por 14 dias. É importante que o residente compreenda a importância da adesão ao tratamento e a necessidade de confirmar a erradicação após a terapia. A escolha do esquema de resgate deve ser guiada pelo histórico de tratamento do paciente e pelos padrões de resistência antibiótica locais, visando maximizar as chances de sucesso e prevenir complicações a longo prazo associadas à infecção persistente por *H. pylori*.
O insucesso terapêutico é considerado quando, após um curso completo de tratamento, os testes de erradicação (como teste respiratório com C¹³, pesquisa de antígeno fecal ou biópsia) ainda detectam a presença de Helicobacter pylori. Isso indica que a bactéria não foi eliminada e a infecção persiste.
Em casos de insucesso terapêutico, especialmente com histórico de uso prévio de macrolídeos ou fluoroquinolonas, a terapia de resgate recomendada é o esquema quádruplo com bismuto. Este regime geralmente inclui um IBP, subcitrato de bismuto, doxiciclina e metronidazol, administrado por 14 dias, devido às suas altas taxas de erradicação mesmo em cenários de resistência.
Embora a deficiência de IgA possa predispor a infecções mucosas, sua influência direta no insucesso terapêutico do H. pylori não é o fator primário. A principal preocupação em casos de falha de tratamento é a resistência bacteriana aos antibióticos utilizados, especialmente se houver histórico de uso frequente de macrolídeos e fluoroquinolonas, que são comumente usados em esquemas de primeira linha.
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