FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2015
Segundo os protocolos do Programa de Hanseníase do Ministério da Saúde, o tipo e o tempo de tratamento da hanseníase das formas pauci e multibacilares, são:
Hanseníase: PQT paucibacilar = 6 meses; PQT multibacilar = 12 meses (protocolo MS).
O tratamento da hanseníase, conforme o Ministério da Saúde, é baseado na poliquimioterapia (PQT). A duração varia conforme a forma clínica: 6 meses para a paucibacilar e 12 meses para a multibacilar, visando a cura e a interrupção da cadeia de transmissão.
A hanseníase, uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae, ainda representa um desafio de saúde pública em algumas regiões. Sua importância clínica reside na capacidade de causar incapacidades físicas permanentes se não diagnosticada e tratada precocemente. A classificação da doença em paucibacilar (PB) e multibacilar (MB) é fundamental para definir o esquema terapêutico, sendo baseada no número de lesões cutâneas e na baciloscopia. O tratamento é gratuito e disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil, seguindo as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde. O diagnóstico precoce é essencial para interromper a cadeia de transmissão e prevenir sequelas. A fisiopatologia envolve a interação do bacilo com o sistema imune do hospedeiro, determinando as diferentes formas clínicas. A suspeita deve surgir em pacientes com lesões cutâneas com alteração de sensibilidade, espessamento de nervos periféricos ou baciloscopia positiva. A PQT é a base do tratamento, com esquemas padronizados que garantem a eficácia e a segurança dos pacientes, sendo a adesão um fator crítico para o sucesso terapêutico. O tratamento da hanseníase é realizado com poliquimioterapia (PQT) supervisionada. Para a forma paucibacilar, o esquema consiste em rifampicina e dapsona por 6 meses. Para a forma multibacilar, utiliza-se rifampicina, dapsona e clofazimina por 12 meses. O prognóstico é excelente com o tratamento adequado, mas o acompanhamento pós-alta é importante para monitorar reações hansênicas e possíveis sequelas. A educação do paciente e da comunidade é vital para combater o estigma e promover a busca ativa por diagnóstico e tratamento.
A principal diferença está na duração e na composição da poliquimioterapia (PQT). A forma paucibacilar é tratada por 6 meses com rifampicina e dapsona, enquanto a multibacilar é tratada por 12 meses com rifampicina, dapsona e clofazimina.
A poliquimioterapia é crucial para prevenir a resistência medicamentosa do Mycobacterium leprae, reduzir a carga bacilar rapidamente, diminuir a transmissibilidade da doença e garantir a cura do paciente, evitando recidivas.
Os principais medicamentos são a rifampicina, que é bactericida potente, a dapsona, que é bacteriostática, e a clofazimina, que possui ação bacteriostática e anti-inflamatória. A combinação e a duração dependem da classificação da hanseníase.
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