SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2023
Paciente do sexo feminino, 20 anos de idade apresentando queixas de corrimento vaginal, sangramento intermenstrual, dispareunia e disúria. Nega outros sintomas e comorbidades. Está há 1 mês com novo parceiro sexual e não tem hábito de usar preservativo, pois usa Anticoncepcional Combinado Oral. Ao exame especular: visualização de material mucopurulento no orifício externo do colo e sangramento ao toque da espátula ou swab. O médico concluiu se tratar de uma infecção por Neisseria gonorrhoeae, porém como não conseguiu descartar a infecção por Chlamydia trachomatis, preconizou tratar com o esquema recomendado pelo Ministério da Saúde para casos não complicados de infecção por estes agentes. Assinale a alternativa CORRETA:
Gonorreia + Clamídia (não complicada) → Ceftriaxona 250 mg IM + Azitromicina 1g VO (dose única).
O tratamento empírico para infecção por Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis em casos não complicados, conforme o Ministério da Saúde, envolve a combinação de Ceftriaxona (para gonorreia) e Azitromicina (para clamídia), ambas em dose única, devido à alta coinfecção e resistência.
As Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) causadas por Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis são um problema de saúde pública global, com alta prevalência e potencial de causar complicações graves se não tratadas, como doença inflamatória pélvica, infertilidade e gravidez ectópica. A coinfecção por ambos os agentes é comum, o que justifica o tratamento empírico combinado. A resistência antimicrobiana da Neisseria gonorrhoeae é uma preocupação crescente, tornando a escolha do antibiótico e da dose cruciais. O Ministério da Saúde do Brasil atualiza periodicamente seus protocolos de tratamento para ISTs, visando a eficácia e a contenção da resistência. Para casos não complicados de gonorreia e clamídia, o esquema preconizado é a Ceftriaxona intramuscular em dose única para a gonorreia, associada à Azitromicina oral em dose única para a clamídia. A Doxiciclina é uma alternativa para clamídia, mas requer um tratamento mais prolongado. É imperativo que os profissionais de saúde, especialmente residentes, estejam atualizados com as diretrizes de tratamento das ISTs, não apenas para curar a infecção individual, mas também para promover a saúde sexual, prevenir complicações e controlar a disseminação desses patógenos na comunidade. O aconselhamento sobre sexo seguro e o tratamento dos parceiros são componentes essenciais do manejo.
Em mulheres, gonorreia e clamídia podem causar corrimento vaginal mucopurulento, sangramento intermenstrual, dispareunia, disúria e dor pélvica. Muitas vezes, são assintomáticas, o que dificulta o diagnóstico precoce.
O tratamento em dose única para gonorreia (Ceftriaxona) e clamídia (Azitromicina) visa garantir a adesão do paciente, reduzir a transmissão e simplificar a administração, sendo eficaz para casos não complicados e de alta coinfecção.
O tratamento do(s) parceiro(s) sexual(is) é fundamental para interromper a cadeia de transmissão, prevenir reinfecções da paciente e evitar complicações a longo prazo para ambos, sendo uma parte essencial do manejo das ISTs.
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