HCE - Hospital Central do Exército (RJ) — Prova 2015
Mulher com 22 anos de idade, queixa-se de corrimento vaginal purulento, iniciado uma semana após ter mantido relações sexuais com um novo namorado pela primeira vez. A mesma afirma que ele informara ter sentido queimação ao urinar antes das relações. Ela está assintomática e, no momento do exame pélvico, são obtidas culturas cervicais para Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis. A cultura para gonorreia é positiva. A paciente não tem alergias conhecidas. Você deve prescrever:
Gonorreia confirmada sem alergias → Cefixima (oral) ou Ceftriaxona (IM) + Azitromicina (para clamídia).
O tratamento da gonorreia deve ser eficaz contra Neisseria gonorrhoeae e, idealmente, cobrir também Chlamydia trachomatis devido à alta taxa de co-infecção. Cefixima é uma opção oral para gonorreia, frequentemente associada à azitromicina para clamídia.
A gonorreia, causada pela Neisseria gonorrhoeae, é uma infecção sexualmente transmissível (IST) comum que pode causar corrimento vaginal purulento, uretrite e cervicite. Em mulheres, muitas vezes é assintomática, o que dificulta o diagnóstico e favorece a transmissão e o desenvolvimento de complicações. A história de um novo parceiro sexual e sintomas no parceiro (queimação ao urinar) são pistas importantes. O tratamento da gonorreia deve ser eficaz e rápido, visando erradicar a bactéria e prevenir complicações. As diretrizes atuais recomendam o uso de cefalosporinas de terceira geração, como a ceftriaxona (intramuscular) ou cefixima (oral), devido à crescente resistência a outras classes de antibióticos. É crucial também tratar empiricamente a co-infecção por Chlamydia trachomatis, que ocorre em até 30-50% dos casos, utilizando azitromicina ou doxiciclina. A azitromicina é preferível em dose única para garantir adesão. Neste caso, com cultura positiva para gonorreia e sem alergias, a cefixima é uma opção oral válida para a gonorreia. Embora a questão não mencione a clamídia, na prática clínica, a associação com azitromicina seria mandatória. A doxiciclina e eritromicina são tratamentos para clamídia, mas não para gonorreia. Gentamicina não é a primeira escolha para gonorreia. O tratamento do parceiro também é fundamental para interromper a cadeia de transmissão.
O tratamento recomendado para gonorreia não complicada é uma dose única de ceftriaxona intramuscular (IM) 500 mg, associada a uma dose única de azitromicina oral 1g para cobrir a possível co-infecção por Chlamydia trachomatis. Cefixima oral 800 mg em dose única é uma alternativa para gonorreia, também associada à azitromicina.
A co-infecção por Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae é muito comum. Tratar ambas as infecções simultaneamente garante a erradicação de ambos os patógenos, prevenindo complicações e a disseminação da doença, mesmo que a cultura para clamídia ainda não esteja disponível.
A gonorreia não tratada em mulheres pode levar a complicações sérias como doença inflamatória pélvica (DIP), infertilidade, gravidez ectópica, dor pélvica crônica e, em casos raros, infecção gonocócica disseminada.
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