IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2025
Na abordagem clínica da gonorreia em adultos jovens, preencha corretamente as lacunas com os métodos diagnósticos e tratamentos indicados:_____ 1: O diagnóstico da infecção por Neisseria gonorrhoeae é confirmado principalmente pelo método laboratorial que utiliza amplificação de ácidos nucleicos.______ 2: O tratamento de primeira linha para gonorreia não complicada é realizado com o uso de um antibiótico de terceira geração, administrado por via intramuscular em dose única.As lacunas são corretamente preenchidas, respectivamente, por:
Gonorreia: diagnóstico padrão-ouro é NAAT (PCR) e tratamento de 1ª linha é Ceftriaxona IM dose única.
O diagnóstico de gonorreia evoluiu da cultura para os testes de amplificação de ácidos nucleicos (NAAT/PCR), que são mais sensíveis e rápidos. O tratamento de escolha é a Ceftriaxona devido às altas taxas de resistência da Neisseria gonorrhoeae a outras classes de antibióticos.
A gonorreia, causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, é uma das infecções sexualmente transmissíveis (IST) mais comuns em todo o mundo. A infecção pode ser assintomática, especialmente em mulheres, mas quando sintomática, manifesta-se tipicamente como uretrite em homens e cervicite em mulheres, podendo levar a complicações graves como doença inflamatória pélvica, infertilidade e infecção gonocócica disseminada. O diagnóstico da gonorreia passou por uma evolução significativa. Embora a cultura em meio de Thayer-Martin tenha sido o padrão-ouro, hoje os Testes de Amplificação de Ácidos Nucleicos (NAAT), como a Reação em Cadeia da Polimerase (PCR), são preferidos devido à sua maior sensibilidade, rapidez e flexibilidade no tipo de amostra (urina, swabs). A cultura ainda é importante para monitorar a resistência antimicrobiana. O tratamento da gonorreia é um desafio crescente devido à capacidade do gonococo de desenvolver resistência a antibióticos. Atualmente, o tratamento de primeira linha para infecções gonocócicas não complicadas (cervical, uretral, retal) é uma dose única de Ceftriaxona 500 mg por via intramuscular. É fundamental tratar também a coinfecção por Chlamydia trachomatis, frequentemente presente, com um curso de Doxiciclina. A abordagem sindrômica e o tratamento de parceiros são essenciais para o controle da disseminação da doença.
O NAAT é mais sensível que a cultura, não exige um microrganismo viável para detecção e permite o uso de amostras menos invasivas, como urina de primeiro jato ou swabs vaginais auto-coletados. A cultura, no entanto, ainda é essencial para testes de suscetibilidade a antibióticos em casos de falha terapêutica.
A recomendação atual é Ceftriaxona 500 mg, via intramuscular, em dose única. Devido à alta frequência de coinfecção, geralmente se associa tratamento para Chlamydia trachomatis com Doxiciclina 100 mg, via oral, 2 vezes ao dia, por 7 dias, a menos que a infecção por clamídia seja descartada por teste específico.
A uretrite gonocócica tende a ter um início mais agudo (incubação de 2-7 dias), com secreção uretral purulenta e amarelada, abundante, e disúria intensa. A uretrite não gonocócica (principalmente por Clamídia) costuma ter um quadro mais subagudo, com secreção mucoide ou clara, em menor quantidade, e disúria mais leve.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo