UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2015
O tratamento da gonorreia preconizado pelo Ministério da Saúde no Brasil é:
Gonorreia = Ceftriaxona 500 mg IM dose única (associar Azitromicina para clamídia).
O tratamento atual da gonorreia preconizado pelo Ministério da Saúde no Brasil é a Ceftriaxona, devido à crescente resistência da Neisseria gonorrhoeae a outros antibióticos, como as quinolonas e, em alguns casos, penicilinas e tetraciclinas.
A gonorreia, causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, é uma das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) mais comuns globalmente. Sua prevalência e a crescente resistência antimicrobiana representam um desafio significativo para a saúde pública. No Brasil, o Ministério da Saúde atualiza periodicamente seus protocolos de tratamento para garantir a eficácia terapêutica diante da evolução da resistência bacteriana. Atualmente, o tratamento preconizado para a gonorreia é a Ceftriaxona, um antibiótico da classe das cefalosporinas de terceira geração. A dose recomendada é de 500 mg por via intramuscular em dose única. É crucial ressaltar que, devido à alta frequência de coinfecção com Chlamydia trachomatis, muitos protocolos recomendam a associação de Azitromicina 1g via oral em dose única, mesmo que a clamídia não tenha sido confirmada laboratorialmente. A escolha da Ceftriaxona reflete a preocupação com a resistência da Neisseria gonorrhoeae a outras classes de antibióticos, como as penicilinas, tetraciclinas e quinolonas, que já foram amplamente utilizadas. O tratamento adequado é vital para prevenir complicações graves como doença inflamatória pélvica, infertilidade e infecção disseminada, além de interromper a cadeia de transmissão. Residentes devem estar atualizados com os protocolos nacionais para garantir o manejo correto e eficaz das ISTs.
O Ministério da Saúde preconiza o tratamento da gonorreia com Ceftriaxona 500 mg por via intramuscular em dose única. Em casos de coinfecção com clamídia, recomenda-se associar Azitromicina 1g via oral em dose única.
A ceftriaxona é o antibiótico de escolha devido à sua alta eficácia e ao perfil de baixa resistência da Neisseria gonorrhoeae a essa droga, especialmente em um cenário de crescente resistência a outras classes de antibióticos.
A gonorreia não tratada pode levar a complicações graves como doença inflamatória pélvica (DIP) em mulheres, epididimite em homens, infertilidade, gravidez ectópica, artrite gonocócica e, em casos raros, infecção disseminada.
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