CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2009
Quanto ao uso de medicações antiglaucomatosas, assinale a correta:
Múltiplos colírios → intervalo de 5-10 min para evitar o 'washout' da primeira medicação.
A administração correta exige tempo para absorção de cada droga. Instilar colírios em sequência imediata faz com que a segunda gota lave a primeira, reduzindo a eficácia terapêutica.
O sucesso no tratamento do glaucoma depende tanto da escolha da droga quanto da técnica de administração pelo paciente. Erros na instilação são causas comuns de falha terapêutica aparente. Análogos de prostaglandina e betabloqueadores são pilares do tratamento, mas sua eficácia é otimizada quando a farmacocinética ocular é respeitada. O fechamento palpebral suave é superior ao ato de piscar, pois o piscar ativa a bomba lacrimal, drenando o fármaco prematuramente. Além disso, a educação sobre o intervalo entre medicações é crucial para pacientes em polifarmácia ocular.
O intervalo recomendado é de pelo menos 5 a 10 minutos. Isso garante que a primeira medicação seja absorvida pelos tecidos oculares e não seja 'lavada' pela instilação imediata da segunda gota, mantendo a concentração terapêutica de ambas.
O fundo de saco conjuntival tem uma capacidade volumétrica limitada (cerca de 7-10 microlitros), enquanto uma gota de colírio padrão tem cerca de 30-50 microlitros. Portanto, uma única gota já excede a capacidade local; instilar duas gotas apenas aumenta o desperdício e o risco de efeitos colaterais sistêmicos.
A melhor técnica é a oclusão do ponto lacrimal (pressionar o canto interno do olho) ou o fechamento suave das pálpebras por 1 a 2 minutos após a instilação. Isso bloqueia a passagem do colírio para a mucosa nasal, onde a absorção sistêmica é rápida, e aumenta o tempo de contato com a córnea.
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