Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2025
Paciente de 60 anos submetido a endoscopia digestiva alta com achado de lesão submucosa em grande curvatura com diagnóstico histopatológico de GIST. Foi solicitado avaliação do cirurgião assistente que indicou o seguinte tratamento:
GIST com diagnóstico histopatológico confirmado → Ressecção cirúrgica é o tratamento curativo padrão.
O tratamento de escolha para tumores estromais gastrointestinais (GIST) localizados e ressecáveis é a ressecção cirúrgica completa com margens livres. A terapia adjuvante com imatinibe pode ser considerada dependendo da estratificação de risco pós-operatória.
O tumor estromal gastrointestinal (GIST) é o tumor mesenquimal mais comum do trato gastrointestinal, originário das células intersticiais de Cajal. Embora possa ocorrer em qualquer parte do TGI, o estômago é o local mais frequente. O diagnóstico é frequentemente um achado incidental em endoscopias, apresentando-se como uma lesão submucosa. A confirmação diagnóstica é feita por histopatologia e imuno-histoquímica, com a marcação positiva para CD117 (receptor c-KIT) sendo característica. A ecoendoscopia com punção por agulha fina (EUS-FNA) é uma ferramenta valiosa para obter material para análise e avaliar a camada de origem da lesão. Para GISTs localizados e ressecáveis, a ressecção cirúrgica completa com margens negativas é o pilar do tratamento com intenção curativa. O prognóstico e a indicação de terapia adjuvante com inibidores de tirosina quinase, como o imatinibe, dependem da estratificação de risco baseada no tamanho do tumor, índice mitótico e localização.
GISTs geralmente se apresentam como lesões submucosas, bem delimitadas, abaulando o lúmen, podendo ter ulceração central. A biópsia endoscópica convencional pode ser inconclusiva, sendo frequentemente necessária ecoendoscopia com punção para o diagnóstico.
O tratamento curativo para GIST localizado é a ressecção cirúrgica com margens livres. A linfadenectomia não é rotineiramente indicada, pois a disseminação linfática é rara, ocorrendo em menos de 5% dos casos.
A diferenciação é histopatológica e imuno-histoquímica. GISTs são tipicamente positivos para CD117 (c-KIT) e DOG1, enquanto leiomiomas são positivos para desmina e actina de músculo liso, e negativos para CD117.
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