Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2025
Um paciente é diagnosticado com um tumor estromal gastrointestinal (GIST) no estômago. Qual é a melhor opção de tratamento?
GIST localizado e ressecável → Ressecção cirúrgica é o tratamento primário.
Para GISTs localizados e ressecáveis, a cirurgia é a modalidade de tratamento curativa. A terapia adjuvante com imatinibe pode ser considerada após a ressecção, especialmente em casos de alto risco, para reduzir a recorrência.
O Tumor Estromal Gastrointestinal (GIST) é o tumor mesenquimal mais comum do trato gastrointestinal, originando-se das células intersticiais de Cajal ou de seus precursores. Embora possa ocorrer em qualquer parte do TGI, o estômago é o local mais frequente. A compreensão de sua patogênese, muitas vezes ligada a mutações nos genes KIT ou PDGFRA, é crucial para o manejo. O diagnóstico de GIST é estabelecido por biópsia e análise imuno-histoquímica, que tipicamente revela positividade para CD117 (KIT) e DOG1. A diferenciação de outros tumores mesenquimais é fundamental, pois o GIST possui características biológicas e respostas terapêuticas distintas. A avaliação do risco de recorrência é baseada em critérios como tamanho do tumor, índice mitótico e localização. O tratamento de escolha para GISTs localizados e ressecáveis é a ressecção cirúrgica completa, com o objetivo de obter margens livres de tumor. A linfadenectomia de rotina não é indicada, pois a disseminação linfática é rara. A terapia adjuvante com inibidores de tirosina quinase, como o imatinibe, é recomendada para pacientes com alto risco de recorrência após a cirurgia, melhorando significativamente o prognóstico.
Os GISTs gástricos podem ser assintomáticos ou causar dor abdominal, sangramento gastrointestinal (melena, hematêmese), anemia, saciedade precoce ou massa palpável, dependendo do tamanho e localização.
A ressecção cirúrgica completa é o único tratamento curativo para GISTs localizados e ressecáveis, visando a remoção total do tumor com margens negativas, sem linfadenectomia de rotina.
A terapia adjuvante com imatinibe é indicada após a ressecção cirúrgica em pacientes com GIST de alto risco de recorrência, baseada em tamanho, índice mitótico e localização do tumor.
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