UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2023
Pode-se afirmar que o efeito adverso mais comum após a injeção de toxina botulínica, no tratamento da fissura anal crônica, é:
Toxina botulínica para fissura anal crônica → Efeito adverso mais comum é incontinência fecal temporária.
A injeção de toxina botulínica é uma opção eficaz para o tratamento da fissura anal crônica, promovendo o relaxamento do esfíncter anal interno e facilitando a cicatrização. Contudo, o efeito adverso mais frequente é a incontinência fecal temporária para gases ou fezes líquidas, devido ao relaxamento muscular induzido.
A fissura anal crônica é uma úlcera linear no canal anal, geralmente posterior, que causa dor intensa e sangramento durante e após a defecação. É frequentemente associada a hipertonia do esfíncter anal interno, o que dificulta a cicatrização devido à isquemia local. O tratamento visa reduzir o espasmo esfincteriano e promover a cicatrização. Entre as opções terapêuticas, a injeção de toxina botulínica tipo A no esfíncter anal interno tornou-se uma alternativa popular à cirurgia, oferecendo uma abordagem menos invasiva com altas taxas de cicatrização. A toxina induz um relaxamento químico temporário do esfíncter, aliviando a dor e melhorando o fluxo sanguíneo para a fissura. Embora eficaz, o efeito adverso mais comum da toxina botulínica é a incontinência fecal temporária, que pode variar de leve (para gases) a moderada (para fezes líquidas). É crucial que os pacientes sejam informados sobre essa complicação, que geralmente é autolimitada e se resolve em algumas semanas ou meses. Outros efeitos adversos são raros e incluem dor no local da injeção ou reações alérgicas.
A toxina botulínica age bloqueando a liberação de acetilcolina nas junções neuromusculares, causando relaxamento temporário do esfíncter anal interno, o que reduz o espasmo e a dor, permitindo a cicatrização da fissura.
A incontinência fecal temporária geralmente dura algumas semanas a poucos meses, coincidindo com o período de ação da toxina botulínica, e tende a se resolver espontaneamente à medida que o efeito da toxina diminui.
Outras opções incluem tratamento conservador com pomadas à base de nitratos ou bloqueadores de canais de cálcio, e cirurgia, como a esfincterotomia lateral interna, que é considerada o padrão-ouro mas com maior risco de incontinência permanente.
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