HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2019
A esfincterotomia química, utilizada no tratamento da fissura anal crônica, que promove maior redução das pressões de repouso do canal anal e, consequentemente, maior risco de incontinência anal temporária, é aquela realizada com:
Fissura anal crônica: Toxina botulínica → maior ↓ pressão esfincteriana, maior risco incontinência temporária.
A toxina botulínica é um tratamento eficaz para fissura anal crônica por causar paralisia temporária do esfíncter anal interno, reduzindo significativamente sua pressão de repouso. Contudo, essa potente ação relaxante também acarreta um risco maior de incontinência anal temporária em comparação com outras terapias químicas.
A fissura anal crônica é uma condição dolorosa caracterizada por uma úlcera linear no canal anal, geralmente posterior, associada à hipertonia do esfíncter anal interno. O tratamento visa reduzir essa hipertonia para melhorar a perfusão sanguínea local e promover a cicatrização. A esfincterotomia química é uma abordagem não cirúrgica que utiliza agentes farmacológicos para relaxar o esfíncter. Entre as opções, a toxina botulínica destaca-se pela sua eficácia. A toxina botulínica atua bloqueando a liberação de acetilcolina nas terminações nervosas colinérgicas, resultando em paralisia temporária do músculo esfíncter anal interno. Essa ação é mais potente e duradoura do que a dos nitratos tópicos ou bloqueadores de canal de cálcio, promovendo uma redução mais significativa das pressões de repouso do canal anal. A redução da pressão permite uma melhor vascularização da área da fissura, facilitando a cicatrização em até 70-90% dos casos. No entanto, a potência da toxina botulínica também está associada a um maior risco de incontinência anal temporária para gases ou fezes líquidas, que geralmente se resolve em algumas semanas ou meses, à medida que o efeito da toxina diminui. É crucial discutir esses riscos e benefícios com o paciente. Outras opções como nitratos (nitroglicerina) e bloqueadores de canal de cálcio (diltiazem, nifedipino) também relaxam o esfíncter, mas com menor intensidade e, consequentemente, menor risco de incontinência, sendo frequentemente as primeiras escolhas para tratamento químico.
A toxina botulínica paralisa temporariamente as fibras musculares do esfíncter anal interno, reduzindo sua hipertonia e a pressão de repouso, o que melhora a circulação sanguínea local e facilita a cicatrização da fissura.
O efeito adverso mais comum é a incontinência anal temporária para gases ou fezes líquidas, devido ao relaxamento excessivo do esfíncter, que geralmente se resolve em semanas ou meses à medida que o efeito da toxina diminui.
É indicada para pacientes com fissura anal crônica que falharam no tratamento conservador inicial (dieta, laxantes, pomadas) e que desejam evitar a cirurgia ou possuem contraindicações para ela.
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