TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2025
Em relação ao manejo farmacológico da fibromialgia, qual dos seguintes medicamentos tem demonstrado eficácia para a redução da dor, além de atuar no alívio dos sintomas depressivos frequentemente associados à doença?
Fibromialgia + Depressão → Duloxetina (IRSN) trata dor e humor simultaneamente.
A duloxetina é um IRSN eficaz na modulação central da dor e no tratamento de comorbidades psiquiátricas comuns na fibromialgia, como depressão e ansiedade.
O manejo da fibromialgia exige uma abordagem multidisciplinar, mas a farmacoterapia foca na modulação dos neurotransmissores envolvidos nas vias de dor. A duloxetina destaca-se por sua ação dual, aumentando a disponibilidade de serotonina e noradrenalina na fenda sináptica, o que fortalece as vias inibitórias descendentes da dor na medula espinhal. Além do efeito analgésico, sua eficácia no transtorno depressivo maior e transtorno de ansiedade generalizada a torna uma escolha estratégica, visto que a prevalência dessas condições em pacientes fibromiálgicos é altíssima. A escolha do fármaco deve ser individualizada: duloxetina para dor + depressão; pregabalina para dor + insônia acentuada; e amitriptilina como opção de baixo custo para uso noturno.
Embora ambos atuem na via descendente inibitória da dor, a duloxetina (um IRSN) possui um perfil de efeitos colaterais mais tolerável para muitos pacientes em comparação aos tricíclicos (como a amitriptilina), que causam muita sonolência, boca seca e ganho de peso. Além disso, a duloxetina tem dose antidepressiva estabelecida que coincide com a dose analgésica.
Não. A pregabalina é um ligante da subunidade alfa-2-delta dos canais de cálcio voltagem-dependentes, eficaz para dor e distúrbios do sono, mas não possui propriedades antidepressivas. Se o paciente tem depressão maior associada, a duloxetina ou milnaciprano são preferíveis.
A fibromialgia é uma síndrome de sensibilização central, onde o processamento da dor no sistema nervoso central está alterado. Como não há um componente inflamatório tecidual ou articular primário, os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) não atingem o mecanismo fisiopatológico da doença.
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