INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Homem de 22 anos, com histórico de transtorno de ansiedade, sem tratamento medicamentoso, se dirige à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com queixa de dor epigástrica, palpitação, falta de ar e sensação de morte iminente. Exame físico: frequência cardíaca de 96 bpm, frequência respiratória de 24 irpm, pressão arterial de 120 x 80 mmHg, bulhas cardíacas e ausculta torácica sem anormalidades, ausência de tiragem intercostal, abdome sem alterações. Após exames complementares, foi descartada doença cardiovascular ou respiratória aguda, porém o paciente apresentou novo episódio semelhante. Quais fármacos podem ser prescritos na crise e a longo prazo, respectivamente?
Crise de pânico → Benzodiazepínico (agudo); Transtorno de ansiedade → ISRS (longo prazo) = Tratamento farmacológico padrão.
O tratamento da crise de pânico aguda envolve benzodiazepínicos para alívio rápido dos sintomas; para o manejo a longo prazo do transtorno de ansiedade, os inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS) são a primeira linha, visando prevenir novos episódios.
O transtorno de pânico é caracterizado por ataques de pânico recorrentes e inesperados, acompanhados por preocupação persistente com novos ataques ou suas consequências. O diagnóstico diferencial é crucial, especialmente em pronto-socorro, para excluir causas orgânicas como doenças cardíacas ou respiratórias. Uma vez descartadas, o foco se volta para o manejo psiquiátrico. Na fase aguda de uma crise de pânico, os benzodiazepínicos são a escolha primária devido ao seu rápido início de ação, proporcionando alívio imediato dos sintomas intensos. Contudo, seu uso é limitado pela possibilidade de dependência e sedação. Para o tratamento a longo prazo e prevenção de recorrências, os inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS) são a primeira linha, exigindo algumas semanas para atingir o efeito terapêutico completo. A combinação de terapia medicamentosa e psicoterapia, como a terapia cognitivo-comportamental (TCC), é frequentemente a abordagem mais eficaz.
O tratamento agudo visa alívio rápido dos sintomas com benzodiazepínicos, enquanto o de longo prazo busca prevenir recorrências com antidepressivos como os ISRS.
Os ISRS são eficazes na redução da frequência e intensidade dos ataques de pânico e outros sintomas de ansiedade, com bom perfil de segurança para uso contínuo.
Sintomas incluem palpitações, dor no peito, falta de ar, tontura, sudorese, tremores, náuseas e sensação de morte iminente.
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