CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2026
Uma paciente de 42 anos, IMC 35 kg/m², sem comorbidades aparentes, procura atendimento para manejo da obesidade. Após avaliação multiprofissional, decide-se iniciar terapia farmacológica. Segundo diretrizes atuais, qual das seguintes opções é CORRETA com relação ao tratamento medicamentoso da obesidade?
IMC ≥ 30 kg/m² ou ≥ 27 kg/m² com comorbidades → indicação de terapia farmacológica.
O tratamento medicamentoso é indicado quando o IMC atinge 30 kg/m² (ou 27 com comorbidades) e as mudanças de estilo de vida isoladas falham em atingir as metas de saúde.
A obesidade é uma doença crônica, progressiva e recidivante, exigindo uma abordagem multifatorial. O tratamento farmacológico não é uma alternativa à mudança de estilo de vida (MEV), mas sim um adjuvante necessário para muitos pacientes que enfrentam adaptações metabólicas que dificultam a manutenção da perda de peso. As diretrizes brasileiras enfatizam que a farmacoterapia deve ser mantida a longo prazo se for eficaz e segura, visando a redução de complicações metabólicas e mecânicas. Atualmente, o cenário terapêutico foi transformado pelos incretinomiméticos. Medicamentos como a Semaglutida e a Liraglutida mostraram reduções de peso que se aproximam dos resultados cirúrgicos em alguns casos, além de melhorar parâmetros glicêmicos e lipídicos. A escolha do fármaco deve levar em conta o custo, a via de administração (oral vs. injetável) e as comorbidades do paciente, sempre com acompanhamento médico rigoroso para monitorar efeitos colaterais gastrointestinais e adesão ao tratamento.
Segundo as diretrizes da ABESO e SBEM, o tratamento farmacológico está indicado para pacientes com IMC ≥ 30 kg/m² ou IMC ≥ 27 kg/m² associado a comorbidades relacionadas ao peso (como hipertensão, DM2 ou dislipidemia), quando não houve resposta satisfatória apenas com mudanças no estilo de vida. A decisão deve ser individualizada, considerando o perfil de segurança e as contraindicações de cada fármaco.
Os análogos do receptor de GLP-1, como a liraglutida e a semaglutida, demonstraram alta eficácia na redução ponderal e benefícios metabólicos significativos. Eles atuam aumentando a saciedade e retardando o esvaziamento gástrico. Além disso, possuem um perfil de segurança cardiovascular favorável em comparação a estimulantes mais antigos, tornando-os opções de primeira linha para muitos pacientes.
Sim, a sibutramina ainda é uma opção disponível, porém seu uso é restrito devido ao perfil de segurança cardiovascular. Ela é contraindicada em pacientes com histórico de doença arterial coronariana, arritmias, insuficiência cardíaca congestiva ou hipertensão não controlada. É geralmente reservada para pacientes jovens, sem riscos cardiovasculares, que necessitam de uma opção de menor custo.
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