CCG - Centro de Cirurgia Geral (MS) — Prova 2021
Paciente de 64 anos vem apresentando persistentemente PA acima de 150×90mmHg nas consultas ambulatoriais.Quais das medicações abaixo seria a menos indicada para iniciar o tratamento do paciente?
HAS em idosos: betabloqueadores (Atenolol) não são primeira linha, exceto com indicação específica.
Em pacientes idosos com hipertensão arterial, betabloqueadores como o Atenolol não são considerados fármacos de primeira linha para o tratamento inicial, a menos que haja uma condição coexistente que justifique seu uso (ex: angina, pós-infarto). As classes preferenciais incluem diuréticos tiazídicos, bloqueadores dos canais de cálcio e inibidores do sistema renina-angiotensina.
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição crônica prevalente, especialmente em idosos, e seu manejo adequado é crucial para prevenir complicações cardiovasculares graves. As diretrizes atuais enfatizam a individualização do tratamento, considerando idade, comorbidades e tolerância aos medicamentos. Compreender as classes de anti-hipertensivos e suas indicações é fundamental para a prática clínica e para provas de residência. A fisiopatologia da HAS em idosos frequentemente envolve rigidez arterial e aumento da resistência vascular periférica. O diagnóstico é feito por medidas repetidas da pressão arterial. A escolha do tratamento inicial deve visar o controle pressórico eficaz com o mínimo de efeitos adversos, priorizando classes que demonstraram maior beneficência nessa população. O tratamento farmacológico da HAS geralmente inicia com monoterapia, progredindo para terapia combinada se necessário. Diuréticos tiazídicos, bloqueadores dos canais de cálcio e inibidores do sistema renina-angiotensina são as classes preferenciais. Betabloqueadores, como o Atenolol, são geralmente reservados para pacientes com indicações específicas, devido a potenciais efeitos adversos e menor eficácia em desfechos cardiovasculares em idosos sem comorbidades que justifiquem seu uso.
As classes de primeira linha incluem diuréticos tiazídicos (como clortalidona), bloqueadores dos canais de cálcio (como anlodipino) e inibidores do sistema renina-angiotensina (BRA como losartan ou IECA).
Betabloqueadores não são preferidos como primeira linha em idosos sem comorbidades específicas (como angina ou pós-infarto) devido a um perfil de efeitos adversos menos favorável e menor eficácia na prevenção de eventos cardiovasculares em comparação com outras classes.
O Atenolol e outros betabloqueadores são indicados para HAS quando há comorbidades como angina pectoris, infarto agudo do miocárdio prévio, insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida ou certas arritmias.
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