SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2024
Homem, 53 anos, pescador, hipertenso há três anos, sem tratamento regular, mantendo níveis pressóricos elevados em medidas esporádicas na unidade de saúde, vem para consulta de acompanhamento. Assintomático e sem outras comorbidades. Não tabagista. Não faz atividade física regular. Sem história familiar de doença cardiovascular. Ao exame, eutrófico, pressão arterial de 165 x 105 mmHg, frequência cardíaca de 84 bpm, sem outras alterações. A monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA) confirma os níveis pressóricos elevados. Traz ecocardiograma, eletrocardiograma, perfil lipídico, função renal e glicemia normais. Considerando o contexto do paciente, qual o tratamento farmacológico mais recomendado?
HAS estágio 2 sem comorbidades → terapia combinada inicial (IECA/BRA + diurético tiazídico ou BCC).
Pacientes com hipertensão estágio 2 (PA ≥ 160/100 mmHg) ou alto risco cardiovascular geralmente se beneficiam de terapia anti-hipertensiva combinada desde o início. A combinação de um IECA (como Enalapril) com um diurético tiazídico (como Hidroclorotiazida) é uma opção de primeira linha eficaz e bem estabelecida.
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição crônica multifatorial que afeta milhões de pessoas globalmente, sendo um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, cerebrovasculares e renais. Seu manejo adequado é crucial para prevenir complicações graves e melhorar a qualidade de vida. A classificação da HAS em estágios orienta a abordagem terapêutica, com o estágio 2 indicando a necessidade de intervenção mais agressiva. O tratamento da HAS envolve mudanças no estilo de vida e, frequentemente, terapia farmacológica. Para pacientes com HAS estágio 2 (pressão arterial sistólica ≥ 160 mmHg ou diastólica ≥ 100 mmHg) ou com alto risco cardiovascular, as diretrizes atuais recomendam o início da terapia com dois medicamentos de classes diferentes. Essa abordagem combinada visa atingir as metas pressóricas de forma mais rápida e sustentada, otimizando o controle e reduzindo o risco de eventos. As combinações preferenciais incluem um inibidor da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou um bloqueador do receptor de angiotensina (BRA) com um diurético tiazídico ou um bloqueador de canal de cálcio (BCC). A combinação de Enalapril (IECA) e Hidroclorotiazida (diurético tiazídico) é uma escolha racional e eficaz, atuando em diferentes mecanismos fisiopatológicos para promover a redução da pressão arterial.
A terapia combinada é indicada como tratamento inicial para hipertensão estágio 2 (PA ≥ 160/100 mmHg) ou em pacientes com alto risco cardiovascular, mesmo com PA de estágio 1, para um controle pressórico mais rápido e eficaz.
As combinações de primeira linha incluem IECA ou BRA com um bloqueador de canal de cálcio (BCC) diidropiridínico, ou IECA/BRA com um diurético tiazídico. Essas combinações potencializam o efeito anti-hipertensivo e minimizam efeitos adversos.
O Atenolol (betabloqueador) não é considerado uma droga de primeira linha para HAS não complicada, especialmente em pacientes sem outras indicações específicas (como angina ou pós-infarto). A Indapamida é um diurético tiazídico, mas a combinação com Atenolol não é preferencial.
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