TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2025
A epilepsia afeta aproximadamente 50 milhões de pessoas no mundo, e cerca de 70% desses pacientes alcançarão o controle de suas crises com a escolha do medicamento adequado para o seu tipo de síndrome epiléptica. Em relação ao tratamento da epilepsia, é correto afirmar:
Lamotrigina = Bloqueador de canal de Na+; Amplo espectro, mas < eficaz que Valproato em crises de ausência.
A escolha do anticonvulsivante depende do tipo de crise. Embora a lamotrigina seja de amplo espectro, o valproato e a etossuximida permanecem superiores para crises de ausência.
O tratamento da epilepsia é altamente individualizado, visando o controle total das crises com o mínimo de efeitos colaterais. A classificação correta da síndrome epiléptica (focal vs. generalizada) é o passo crucial para a escolha da droga. Medicamentos de espectro restrito (como carbamazepina) podem agravar crises generalizadas (como mioclonias e ausências). Já os de amplo espectro, como o valproato, lamotrigina e levetiracetam, oferecem maior versatilidade. A lamotrigina destaca-se pelo bom perfil de tolerabilidade, mas exige titulação lenta de dose para evitar reações cutâneas graves, como a Síndrome de Stevens-Johnson.
A lamotrigina atua principalmente bloqueando os canais de sódio voltagem-dependentes. Isso estabiliza as membranas neuronais e inibe a liberação pré-sináptica de neurotransmissores excitatórios, como o glutamato. Devido a esse mecanismo e outros efeitos secundários, ela possui um espectro de ação amplo, sendo útil tanto em crises focais quanto em crises generalizadas.
Embora a lamotrigina tenha eficácia em crises de ausência, estudos clínicos demonstraram que o valproato e a etossuximida são significativamente mais eficazes em alcançar a liberdade de crises a longo prazo. A lamotrigina é frequentemente considerada uma opção de segunda linha ou para casos onde o valproato deve ser evitado (ex: mulheres em idade fértil).
Sim, o levetiracetam é amplamente utilizado na pediatria. Ele possui um mecanismo de ação único (ligação à proteína SV2A) e é aprovado para uso em crianças, inclusive em lactentes, apresentando um perfil de segurança favorável e poucas interações medicamentosas, embora possa causar alterações comportamentais em alguns pacientes.
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