UFU/HC - Hospital de Clínicas de Uberlândia (MG) — Prova 2015
Rejane, 74 anos, trazida ao ambulatório pela filha para investigação de problemas de memória. Relata como antecedentes pessoais HAS, em uso de losartana 50 mg/dia e sobrepeso. Considera-se uma pessoa saudável. Pratica caminhada diariamente e uma vez por semana se reúne com as amigas para jogo de cartas. Viúva há 4 anos. A paciente nega qualquer queixa cognitiva, porém a filha demonstra grande preocupação porque recentemente a mãe se esqueceu completamente de uma consulta odontológica e se perdeu ao dirigir para o supermercado. Segundo informações da filha, os amigos também têm notado certa irritabilidade na paciente e descrevem que sua habilidade no jogo de cartas também se alterou. Quando questionada a respeito das queixas trazidas pela filha, a paciente diz que todas essas alterações são normais do envelhecimento e que, às vezes, se esquece de onde guardou as chaves do carro e de nomes de algumas pessoas mais distantes, mas que habitualmente logo se lembra desses fatos. Assinale a alternativa CORRETA quanto ao tratamento da doença de Alzheimer:
Inibidores da colinesterase (galantamina, donepezila) → manutenção da funcionalidade em Alzheimer.
As drogas anticolinesterásicas atuam aumentando a disponibilidade de acetilcolina na fenda sináptica, o que pode melhorar a função cognitiva e, mais importante, retardar a perda de funcionalidade em pacientes com doença de Alzheimer leve a moderada.
A Doença de Alzheimer (DA) é a causa mais comum de demência, caracterizada por um declínio progressivo da função cognitiva que interfere nas atividades diárias. Sua prevalência aumenta significativamente com a idade, representando um desafio crescente para a saúde pública e a geriatria. Compreender seu tratamento é fundamental para a prática clínica. O diagnóstico da DA é clínico, baseado em critérios que incluem perda de memória e outras funções cognitivas. A fisiopatologia envolve o acúmulo de placas de beta-amiloide e emaranhados neurofibrilares de proteína tau. O tratamento farmacológico visa modular neurotransmissores e, embora não cure, pode retardar a progressão dos sintomas. As drogas anticolinesterásicas (donepezila, rivastigmina, galantamina) são a primeira linha para DA leve a moderada, melhorando a transmissão colinérgica. A memantina, um antagonista do receptor NMDA, é usada em fases moderada a grave. Medidas não farmacológicas, como estimulação cognitiva e exercícios físicos, são cruciais em todas as fases para complementar o tratamento e melhorar a qualidade de vida.
As principais classes são os inibidores da colinesterase (donepezila, rivastigmina, galantamina) para fases leve a moderada, e a memantina para fases moderada a grave.
O principal benefício é a manutenção da funcionalidade e o retardo da progressão dos sintomas cognitivos e comportamentais, melhorando a qualidade de vida do paciente e cuidadores.
Não, a memantina é geralmente indicada para pacientes com doença de Alzheimer moderada a grave, atuando como um antagonista do receptor NMDA para modular a neurotransmissão glutamatérgica.
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