UNCISAL - Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas — Prova 2015
Na abordagem farmacológica de 1ª escolha da ascite do hepatopata crônico, deve ser considerado:
Ascite em hepatopata crônico → Espironolactona (antagonista aldosterona) como diurético de primeira linha.
A espironolactona é o diurético de primeira escolha para o tratamento da ascite em pacientes com hepatopatia crônica, devido ao hiperaldosteronismo secundário que ocorre na cirrose, levando à retenção de sódio e água.
A ascite é a complicação mais comum da cirrose hepática, afetando cerca de 50% dos pacientes em 10 anos. Sua presença indica um estágio avançado da doença e está associada a um pior prognóstico. O manejo adequado da ascite é fundamental para melhorar a qualidade de vida e prevenir complicações como a peritonite bacteriana espontânea. Para residentes, é crucial entender a fisiopatologia e a abordagem terapêutica. A fisiopatologia da ascite cirrótica é complexa e envolve a hipertensão portal, que leva à vasodilatação esplâncnica e subsequente hipovolemia arterial efetiva. Isso ativa o sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) e o sistema nervoso simpático, resultando em retenção renal de sódio e água. O hiperaldosteronismo secundário é um componente chave, tornando os antagonistas da aldosterona a pedra angular do tratamento diurético. A abordagem farmacológica de primeira escolha para a ascite é a espironolactona, um diurético poupador de potássio que atua bloqueando os receptores de aldosterona nos túbulos renais. Ela é eficaz em reverter a retenção de sódio e água induzida pela aldosterona. Em muitos casos, a espironolactona é usada em combinação com a furosemida (um diurético de alça) para otimizar a diurese e manter o equilíbrio eletrolítico, geralmente em uma proporção de 100:40 mg (espironolactona:furosemida). O monitoramento de eletrólitos (especialmente potássio) e função renal é essencial durante o tratamento.
A espironolactona é um antagonista da aldosterona, e na cirrose com ascite, há um hiperaldosteronismo secundário que leva à retenção de sódio e água. A espironolactona age diretamente nesse mecanismo, sendo mais eficaz e com menos risco de desequilíbrio eletrolítico grave quando usada isoladamente no início.
A ascite na cirrose resulta de uma combinação de hipertensão portal (aumento da pressão hidrostática), hipoalbuminemia (diminuição da pressão oncótica) e retenção renal de sódio e água devido à ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona e do sistema nervoso simpático.
A furosemida, um diurético de alça, é geralmente adicionada à espironolactona quando a resposta diurética não é adequada com a espironolactona isolada. A combinação mais comum é na proporção de 100 mg de espironolactona para 40 mg de furosemida para manter o balanço de potássio.
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