Esquizofrenia: Estratégias para Melhorar a Adesão ao Tratamento

PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2023

Enunciado

Quanto ao tratamento da Esquizofrenia pode se dizer que:

Alternativas

  1. A) Se ocorrerem sintomas extrapiramidais com uso de Haloperidol, este deve ser substituído por Risperidona.
  2. B) Após a introdução da dose inicial de um antipsicótico espera-se obtenção de melhora clínica em 2 semanas que se não ocorrer caracteriza uma falha terapêutica e a necessidade de mudança de fármaco.
  3. C) A dosagem de prolactina e um eletrocardiograma devem ser realizados anualmente para monitorar qualquer antipsicótico.
  4. D) Nos casos em que se tenha utilizado um antipsicótico oral sem melhora dos sintomas devido à má adesão ao tratamento, deve-se considerar o uso de um antipsicótico injetável de depósito.

Pérola Clínica

Má adesão à antipsicótico oral em esquizofrenia → considerar antipsicótico injetável de depósito (LAI).

Resumo-Chave

A má adesão ao tratamento é um dos maiores desafios na esquizofrenia, levando a recaídas e pior prognóstico. Nesses casos, a troca para um antipsicótico injetável de depósito (LAI) é uma estratégia eficaz para garantir a continuidade da medicação e melhorar os resultados clínicos.

Contexto Educacional

A esquizofrenia é um transtorno psiquiátrico crônico e grave que afeta o pensamento, as emoções e o comportamento. O tratamento farmacológico, principalmente com antipsicóticos, é a base da terapia, visando controlar os sintomas psicóticos e prevenir recaídas. No entanto, a adesão ao tratamento é um dos maiores desafios, com taxas de não adesão elevadas, o que compromete a eficácia e o prognóstico da doença. A má adesão pode ser multifatorial, envolvendo desde a falta de insight sobre a doença até os efeitos colaterais dos medicamentos e a complexidade do regime terapêutico. Quando a adesão aos antipsicóticos orais é um problema persistente, levando a falhas terapêuticas e recaídas, a estratégia de mudar para um antipsicótico injetável de depósito (LAI) torna-se crucial. Essas formulações permitem a administração em intervalos maiores (semanal, quinzenal, mensal ou trimestral), garantindo níveis plasmáticos estáveis da medicação e, consequentemente, maior proteção contra recaídas. Os antipsicóticos injetáveis de depósito representam uma ferramenta valiosa no manejo da esquizofrenia, especialmente para pacientes com histórico de não adesão. Eles não apenas melhoram a adesão, mas também podem reduzir a frequência de hospitalizações e melhorar a qualidade de vida. A escolha do antipsicótico e da formulação deve ser individualizada, considerando o perfil de efeitos colaterais, a preferência do paciente e a resposta clínica.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais desafios na adesão ao tratamento da esquizofrenia?

Os principais desafios incluem a falta de insight sobre a doença, efeitos colaterais dos medicamentos, estigma social, complexidade do regime medicamentoso, problemas cognitivos e a desorganização do pensamento, que dificultam a tomada regular da medicação oral.

Quando considerar o uso de antipsicóticos injetáveis de depósito na esquizofrenia?

Antipsicóticos injetáveis de depósito (LAI) devem ser considerados em pacientes com histórico de má adesão a antipsicóticos orais, frequentes recaídas, preferência do paciente ou da família, e quando há necessidade de garantir a continuidade do tratamento para estabilização clínica.

Quais são os benefícios dos antipsicóticos injetáveis de depósito?

Os benefícios incluem a melhora da adesão ao tratamento, redução da taxa de recaídas e hospitalizações, maior estabilidade clínica, menor necessidade de monitoramento diário da tomada de medicação e, em alguns casos, melhor qualidade de vida para o paciente e cuidadores.

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