Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2024
Assinale a alternativa que contém um ou mais tratamentos recomendados com evidência de eficácia para quadros psicóticos como a esquizofrenia e transtornos delirantes.
Quadros psicóticos (esquizofrenia) → Tratamento de primeira linha = Medicamentos antipsicóticos (neurolépticos).
O tratamento farmacológico com antipsicóticos é a base para o manejo de quadros psicóticos como a esquizofrenia e transtornos delirantes, sendo a intervenção com maior evidência de eficácia para controle dos sintomas e prevenção de recaídas.
A esquizofrenia e os transtornos delirantes são condições psiquiátricas graves caracterizadas por psicose, que afetam o pensamento, percepção, emoções e comportamento. O manejo eficaz dessas doenças é crucial para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e reduzir o impacto social, sendo um desafio importante na prática clínica e para a formação de residentes. A base do tratamento para quadros psicóticos com evidência de eficácia são os medicamentos antipsicóticos, também chamados de neurolépticos. Eles atuam principalmente bloqueando receptores de dopamina (antipsicóticos de primeira geração) ou modulando múltiplos sistemas de neurotransmissores (antipsicóticos de segunda geração), visando reduzir os sintomas psicóticos. Embora outras abordagens como psicoterapia, reabilitação psicossocial e suporte familiar sejam componentes valiosos do tratamento integral, elas são adjuvantes e não substituem a farmacoterapia antipsicótica. É fundamental que residentes compreendam a primazia dos antipsicóticos para o controle agudo e a manutenção da remissão, bem como o manejo de seus efeitos adversos.
A principal classe de medicamentos utilizada são os antipsicóticos, também conhecidos como neurolépticos, que atuam modulando neurotransmissores como a dopamina e a serotonina no cérebro.
Os antipsicóticos são a primeira linha porque possuem a maior evidência de eficácia no controle dos sintomas positivos (delírios, alucinações), na redução da frequência de recaídas e na melhora do funcionamento global dos pacientes com esquizofrenia.
Sim, a psicoterapia (individual, familiar ou de grupo) e outras intervenções psicossociais são complementares e muito importantes, mas não substituem o tratamento farmacológico. Elas auxiliam na adesão, manejo de sintomas residuais e reabilitação social.
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