Esporotricose Zoonótica: Tratamento e Abordagem Terapêutica

UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2023

Enunciado

Sabe-se que atualmente há um grande foco de esporotricose zoonótica no Rio de Janeiro, com acometimento de um número importante de cuidadores de gatos e cães. O tratamento indicado para os casos confirmados irá depender da forma clínica da doença e do perfil do paciente. Nesse caso, a prescrição mais adequada é:

Alternativas

  1. A) iodeto de potássio para casos de esporotricose cutâneo-linfática em pacientes imunocompetentes
  2. B) anfotericina B para casos de esporotricose cutânea fixa em pacientes imunocompetentes
  3. C) itraconazol para casos de esporotricose cutânea fixa em pacientes idosos
  4. D) terbinafina para casos de esporotricose cutâneo-linfática em gestantes

Pérola Clínica

Esporotricose cutâneo-linfática em imunocompetentes → Iodeto de potássio ou Itraconazol.

Resumo-Chave

O tratamento da esporotricose varia conforme a forma clínica e o perfil do paciente. Para a forma cutâneo-linfática em imunocompetentes, o iodeto de potássio é uma opção eficaz e de baixo custo, embora o itraconazol seja frequentemente preferido devido à menor toxicidade e melhor tolerabilidade.

Contexto Educacional

A esporotricose é uma micose subcutânea causada por fungos do complexo Sporothrix, que tem se tornado um problema de saúde pública, especialmente no Rio de Janeiro, devido à sua transmissão zoonótica, principalmente por gatos. A doença apresenta diversas formas clínicas, desde lesões cutâneas localizadas até formas disseminadas, e o tratamento deve ser individualizado. Para a forma cutâneo-linfática, que é a mais comum, em pacientes imunocompetentes, o iodeto de potássio é uma opção terapêutica clássica, eficaz e de baixo custo, administrado por via oral. No entanto, o itraconazol tem sido amplamente utilizado como primeira linha devido à sua maior tolerabilidade e menor incidência de efeitos adversos, sendo também eficaz para a forma cutânea fixa. Em casos de esporotricose grave, disseminada ou em pacientes imunocomprometidos, a anfotericina B, administrada intravenosamente, é a droga de escolha devido à sua potência. Para gestantes, o tratamento é mais complexo, pois o itraconazol é contraindicado. Nesses casos, a terbinafina pode ser considerada, embora com menos evidências para esporotricose, ou o iodeto de potássio com monitoramento rigoroso. A escolha terapêutica deve sempre considerar o perfil do paciente, a gravidade da doença e os riscos e benefícios de cada medicação.

Perguntas Frequentes

Qual o tratamento de primeira linha para esporotricose cutâneo-linfática em imunocompetentes?

O itraconazol é geralmente considerado o tratamento de primeira linha devido à sua eficácia e boa tolerabilidade. O iodeto de potássio é uma alternativa eficaz e de baixo custo, especialmente em regiões endêmicas.

Quando a anfotericina B é indicada para esporotricose?

A anfotericina B é reservada para casos graves de esporotricose disseminada, pulmonar ou em pacientes imunocomprometidos, devido à sua maior toxicidade e necessidade de administração intravenosa.

Qual o tratamento da esporotricose em gestantes?

O tratamento da esporotricose em gestantes é um desafio. O itraconazol é contraindicado. O iodeto de potássio pode ser considerado com cautela, mas a terbinafina é uma opção mais segura, embora com menos evidências para esporotricose.

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