HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2020
Paciente 23 anos, obesa, há 2 meses com pirose e regurgitação. Realizada endoscopia que evidenciou esofagite erosiva grau B de Los Angeles. A melhor opção terapêutica para o caso é
Esofagite erosiva grau B de Los Angeles → IBP é a melhor opção terapêutica.
A esofagite erosiva, especialmente em graus mais avançados como Los Angeles B, requer tratamento com inibidores de bomba de prótons (IBP) para cicatrização da mucosa e alívio dos sintomas. Os IBP são superiores a outras classes de medicamentos para essa condição devido à sua potente e prolongada supressão ácida.
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição comum, caracterizada pelo retorno do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas e/ou lesões. A esofagite erosiva é uma complicação da DRGE, onde a mucosa esofágica sofre erosões devido à exposição ácida. A classificação de Los Angeles é amplamente utilizada para graduar a gravidade dessas lesões, sendo o grau B caracterizado por uma ou mais erosões maiores que 5 mm, mas não confluentes entre o topo de duas pregas mucosas. O diagnóstico da esofagite erosiva é feito por endoscopia digestiva alta. Os sintomas típicos incluem pirose (azia) e regurgitação. A fisiopatologia envolve um desequilíbrio entre os fatores protetores e agressores da mucosa esofágica, com destaque para a disfunção do esfíncter esofágico inferior e a exposição prolongada ao ácido gástrico. A obesidade é um fator de risco importante, aumentando a pressão intra-abdominal e favorecendo o refluxo. O tratamento da esofagite erosiva, especialmente em graus moderados a graves como o B, tem como pilar os inibidores de bomba de prótons (IBP). Esses medicamentos agem inibindo a H+/K+-ATPase nas células parietais gástricas, reduzindo drasticamente a produção de ácido. A terapia com IBP promove a cicatrização das lesões, alivia os sintomas e previne complicações. Outras opções como antagonistas H2, procinéticos e antiácidos têm papel limitado ou adjuvante, não sendo a melhor opção para cicatrização de esofagite erosiva.
A esofagite erosiva apresenta lesões visíveis na mucosa esofágica à endoscopia, enquanto a não erosiva (DRGE não erosiva) cursa com sintomas de refluxo sem lesões macroscópicas. A erosiva exige tratamento mais potente.
Os inibidores de bomba de prótons (IBP) são os mais eficazes na supressão da produção de ácido gástrico, permitindo a cicatrização das lesões esofágicas e o alívio sustentado dos sintomas de refluxo.
A classificação de Los Angeles categoriza a esofagite em graus A, B, C e D, de acordo com a extensão e confluência das erosões na mucosa esofágica, sendo A a mais leve e D a mais grave.
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