UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2015
Com relação à Endoscopia Digestiva, assinale a alternativa correta:
Varizes de fundo gástrico → tratamento endoscópico com cianoacrilato.
O tratamento endoscópico das varizes gástricas, especialmente as de fundo gástrico (tipo GOV2 e IGV1), difere das esofágicas. A injeção de cianoacrilato é a técnica de escolha devido à sua capacidade de ocluir o vaso de forma mais duradoura e eficaz.
A endoscopia digestiva é uma ferramenta diagnóstica e terapêutica fundamental na gastroenterologia, abordando desde condições benignas até malignas. A compreensão das suas indicações, técnicas e contraindicações é crucial para a prática clínica e para a residência médica. O manejo de sangramentos digestivos, como as varizes gástricas, é um tópico de grande relevância. As varizes gástricas representam um desafio distinto das varizes esofágicas devido à sua anatomia e ao maior risco de sangramento grave. O tratamento de escolha para varizes de fundo gástrico é a injeção de cianoacrilato, um agente esclerosante que promove a oclusão do vaso. Outras técnicas endoscópicas, como a mucosectomia para câncer gástrico precoce, têm indicações específicas baseadas no tipo histológico e profundidade da lesão. É imperativo que o residente domine as classificações como Forrest (para úlceras pépticas) e Los Angeles (para esofagite), além de conhecer as contraindicações de procedimentos como a colonoscopia, especialmente em cenários de diverticulite aguda ou suboclusão colônica, onde o risco de perfuração é elevado. A escolha da técnica correta e a avaliação de riscos são pilares para a segurança do paciente.
O cianoacrilato é primariamente indicado para o tratamento de varizes gástricas com sangramento agudo ou risco de ressangramento, especialmente as de fundo gástrico (GOV2 e IGV1), devido à sua eficácia na esclerose e oclusão do vaso.
A classificação de Forrest é crucial para estratificar o risco de ressangramento em úlceras pépticas e guiar a conduta endoscópica. Lesões com alto risco (Forrest Ia, Ib, IIa) requerem tratamento endoscópico.
As contraindicações absolutas incluem diverticulite aguda (pelo risco de perfuração), megacólon tóxico, perfuração intestinal conhecida ou suspeita, e instabilidade hemodinâmica grave.
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