UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2023
Em relação ao tratamento da endometriose, analise as assertivas abaixo: I. Em pacientes com suspeita clínica de endometriose e que não desejam engravidar, pode-se realizar teste terapêutico com tratamento supressivo hormonal. II. Em pacientes com endometriose grave e infertilidade, a realização de fertilização in vitro está bem indicada. III. Nas pacientes com dor pélvica crônica e endometriose, sem desejo de gestação no momento, o tratamento clínico é a primeira opção. IV. Em pacientes que desejam gestar, o tratamento cirúrgico da endometriose com abordagem do ovário, quando indicado, deve realizar-se de forma criteriosa e individualizada, levando-se em conta a reserva ovariana. Assim, a tendência atual é a realização de estimulação ovariana com aspiração folicular antes da cirurgia, a fim de proporcionar a preservação da fertilidade. Quais estão corretas?
Endometriose: tratamento clínico é 1ª opção para dor sem desejo gestacional; FIV para infertilidade grave; cirurgia individualizada com foco na reserva ovariana.
O manejo da endometriose é complexo e individualizado, considerando sintomas, desejo de gestação e gravidade da doença. O tratamento clínico hormonal é frequentemente a primeira linha para dor, enquanto a cirurgia e a FIV têm papéis específicos em casos de infertilidade ou falha do tratamento conservador, sempre visando preservar a função ovariana.
A endometriose é uma doença crônica caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, afetando cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva. Manifesta-se principalmente por dor pélvica crônica, dismenorreia, dispareunia e infertilidade, impactando significativamente a qualidade de vida. O diagnóstico é frequentemente clínico, mas pode ser confirmado por exames de imagem como ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal ou ressonância magnética. O manejo da endometriose é complexo e deve ser individualizado, considerando a idade da paciente, a gravidade dos sintomas, o desejo de gestação e a extensão da doença. Para pacientes com dor pélvica crônica sem desejo de gestação, o tratamento clínico com supressão hormonal (progestágenos, anticoncepcionais orais combinados contínuos, análogos de GnRH) é a primeira linha, visando aliviar a dor e impedir a progressão da doença. Em casos de infertilidade associada à endometriose, a abordagem pode variar. Para endometriose grave, a fertilização in vitro (FIV) é uma opção eficaz. A cirurgia, quando indicada, deve ser realizada de forma criteriosa, especialmente em ovários, para preservar a reserva ovariana. A tendência atual é considerar a estimulação ovariana e aspiração folicular antes da cirurgia em pacientes que desejam gestar, a fim de otimizar as chances de preservação da fertilidade.
As opções incluem terapia hormonal supressiva (ACO contínuo, progestágenos, análogos de GnRH) para reduzir a dor e o crescimento dos implantes endometrióticos, especialmente em pacientes sem desejo de gestação.
A FIV é bem indicada em pacientes com endometriose grave e infertilidade, especialmente quando outros tratamentos falharam ou há fatores adicionais de infertilidade, oferecendo uma alta taxa de sucesso gestacional.
A cirurgia deve ser criteriosa e individualizada, especialmente em ovários, para minimizar o dano ao tecido ovariano saudável. Em alguns casos, a estimulação ovariana e aspiração folicular pré-cirúrgica podem ser consideradas para preservar a fertilidade.
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