HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2025
Um homem é trazido com quadro diagnosticado como Encefalopatia Hepática. Qual é o tratamento de primeira linha para encefalopatia hepática?
Encefalopatia Hepática → Lactulose é 1ª linha para ↓ amônia sérica.
A lactulose atua acidificando o lúmen intestinal, o que converte a amônia (NH3) em íon amônio (NH4+), que não é absorvível e é excretado nas fezes. Isso reduz a carga de amônia sistêmica, principal neurotoxina envolvida na fisiopatologia da encefalopatia hepática.
A encefalopatia hepática (EH) é uma complicação neuropsiquiátrica da insuficiência hepática aguda ou crônica, caracterizada por um espectro de alterações neurológicas e psiquiátricas. Sua prevalência é alta em pacientes com cirrose avançada, afetando significativamente a qualidade de vida e o prognóstico. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para prevenir a progressão e melhorar os desfechos. A fisiopatologia da EH é complexa, mas a hiperamonemia é o fator mais consistentemente implicado. A amônia, produzida principalmente no intestino, não é adequadamente metabolizada pelo fígado doente, atingindo o cérebro e causando disfunção neuronal. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico, e pode ser auxiliado por testes psicométricos ou neurofisiológicos em casos de EH mínima. O tratamento de primeira linha para a encefalopatia hepática é a lactulose, um dissacarídeo não absorvível que atua no cólon, acidificando o pH e convertendo a amônia em íon amônio, que é excretado. A dose é ajustada para produzir 2-3 evacuações moles por dia. A rifaximina, um antibiótico não absorvível, pode ser adicionada em casos refratários ou para prevenção secundária, reduzindo a produção intestinal de amônia. O prognóstico depende da gravidade da doença hepática subjacente e da resposta ao tratamento.
O principal objetivo é reduzir os níveis de amônia no sangue, que é a neurotoxina mais implicada na patogênese da encefalopatia hepática.
A lactulose é um dissacarídeo sintético que, no cólon, é metabolizado por bactérias em ácidos orgânicos, acidificando o pH e convertendo a amônia (NH3) em íon amônio (NH4+), que é osmoticamente ativo e excretado nas fezes.
A rifaximina é um antibiótico não absorvível que pode ser adicionado à lactulose em pacientes que não respondem adequadamente ou que apresentam recorrências, atuando na redução da produção de amônia pelas bactérias intestinais.
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